Bolsas fecham em queda com receio sobre zona do euro

Em: 5 de outubro de 2010
As principais bolsas europeias fecharam em queda nesta segunda-feira, influenciadas por notícias corporativas e pelos receios sobre as projeções de crescimento regionais
As principais bolsas europeias fecharam em queda nesta segunda-feira, influenciadas por notícias corporativas e pelos receios sobre as projeções de crescimento regionais

As principais bolsas europeias fecharam em queda nesta segunda-feira, influenciadas por notícias corporativas e pelos receios sobre as projeções de crescimento regionais. O índice pan-europeu Stoxx 600 perdeu 1,35 ponto (0,52%) e fechou em 257,74 pontos.
O índice de preços ao produtor (PPI) na zona do euro, excluindo o setor de construção, subiu 0,1% em agosto em relação a julho e avançou 3,6% na comparação com agosto do ano passado. As variações ficaram em linha ao previsto. Mas o desemprego subiu na Espanha em setembro e o Banco Central da Irlanda reduziu suas estimativas econômicas para o país e afirmou que os cortes de gastos do governo no orçamento para 2011 terão de ir além dos € 3 bilhões planejados. Além disso, o Banco Central Europeu informou que sua compra de bônus governamentais na semana passada atingiu o maior nível em três meses.
Nos EUA, as encomendas à indústria caíram 0,5% em agosto, a terceira queda em quatro meses, para US$ 408.94 bilhões, segundo informou o Departamento do Comércio hoje. A queda superou a previsão dos economistas, de retração de 0,4%. Por outro lado, as vendas pendentes de imóveis aumentaram pelo segundo mês consecutivo em agosto. O índice da NAR (National Association of Realtors) subiu 4,3% em agosto, para 82,3. Os economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam uma alta de 3,8%.
Hoje a gigante farmacêutica francesa Sanofi-Aventis iniciou uma oferta hostil para adquirir a Genzyme Corporation, levando sua proposta de US$ 18.5 bilhões, ou US$ 69 por ação, diretamente aos acionistas da empresa de biotecnologia norte-americana. A Sanofi enviou uma carta à Genzyme no final de agosto detalhando a proposta de compra, que foi prontamente rejeitada pelo conselho administrativo da empresa.
O índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, fechou em queda de 36,93 pontos (0,66%), em 5.555,97 pontos, em um dia sem muitas notícias macroeconômicas no Reino Unido. Para a IG Index, o índice ficou de lado, como nas últimas semanas, sugerindo que existe apenas um pequeno apetite por risco no momento. “Mas as coisas devem esquentar ao longo da semana, com o Banco da Inglaterra e o Banco Central Europeu divulgando suas decisões sobre política monetária”.
As empresas do setor de petróleo e gás tiveram um desempenho ruim hoje (Cairn Energy -1,71%, BP -2,36%). As mineradoras também fecharam em queda (Antofagasta -1,92%, Anglo American -1,25%, BHP Billiton -1,53%, Xstrata -2,62% e Rio Tinto -1,51%). Entre os bancos, o HSBC perdeu 0,31%, o Lloyds caiu 0,23% e o Royal Bank of Scotland recuou 0,23%.
Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em queda de 77,13 pontos (1,24%), em 6.134,21 pontos. Segundo alguns traders, investidores realizaram lucros com ações do setor automotivo. Os papéis da Daimler perderam 3,80%, a Volkswagen teve retração de 3,63%, a produtora de caminhões MAN caiu 0,93% e a fabricante de autopeças Continental recuou 3,39%. A Adidas perdeu 2,16% e a Infineon, do setor de tecnologia, teve desvalorização de 2,50%.
O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em queda de 42,28 pontos (1,15%), em 3.649,81 pontos. Empresas que tiveram um desempenho muito bom em setembro devolveram parte dos ganhos hoje. É o caso da Peugeot (-3,71%), Renault (-3,53%) e STMicroelectronics (-3,09%). A France Telecom perdeu 1,39%, após a Autoridade de Concorrência abrir uma investigação sobre a oferta quádrupla da empresa, que fornece serviços de telefonia móvel, fixa, Internet e TV.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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