O presidente mundial do Santander, Emílio Botín, disse no domingo, durante um evento do banco no Rio de Janeiro, que o informe enviado neste mês aos clientes de alta renda relacionando a melhora da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas de intenção de voto com uma piora na economia, não expressa a opinião da instituição. Segundo ele, o material foi produzido por um analista e distribuído sem que a direção do Santander fosse consultada.
Botín também afirmou que o presidente do banco no Brasil, Jesús Zabalza, já deu explicações ao governo brasileiro sobre o texto. O Santander informou que está tomando as medidas internas cabíveis sobre o assunto, mas não especificou quais são elas.
O texto que fez referência a presidente Dilma foi enviado no comunicado Você e Seu Dinheiro, publicado juntamente com o extrato dos clientes Select do banco, que mostra uma breve análise financeira para que os correntistas possam gerenciar seus investimentos. “Se a presidente se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas, um cenário de reversão pode surgir. O câmbio voltaria a se desvalorizar, juros longos retomariam alta e o índice da Bovespa cairia, revertendo parte das altas recentes”, afirmou o informe.
Em nota, o banco pediu desculpa aos clientes e afirmou que o texto não deveria ter viés político ou partidário. O Santander afirmou que “adota critérios exclusivamente técnicos em todas as análises econômicas, que ficam restritas à discussão de variáveis que possam afetar os investimentos dos correntistas”.
O banco também informou que “o texto veiculado na coluna ‘Você e Seu Dinheiro’, no extrato mensal enviado aos clientes do segmento Select, pode permitir interpretações que não são aderentes a essa diretriz. A instituição pede desculpas aos seus clientes e acrescenta que estão sendo tomadas as providências para assegurar que nenhum comunicado dê margem a interpretações diversas dessa orientação”, informou a nota.
Universia
O presidente da Universia e do Banco Santander, Emílio Botín, abriu ontem o 3° Encontro Internacional de Reitores da Universia 2014, que tem como tema “A universidade do século 21: uma reflexão a partir da Ibero-América.”
Botín qualificou o acontecimento como histórico para a Universia e para o Brasil: “Nessa cidade, a Universidade se reúne para refletir sobre seu presente e futuro”; um espaço para debate sobre os desafios que a universidade iberoamericana tem pela frente, fomentando o diálogo e a cooperação com os sistemas universitários de outros países do mundo.
Em seu discurso, afirmou que “a Ibero-América é uma região jovem, com talento e enorme potencial que vive momentos cruciais para estabelecer um modelo de desenvolvimento social e econômico sustentável; a condição necessária para contar com bases sólidas sobre as quais é possível construir esse futuro promissor e contar com uma educação de qualidade, acessível a todos os cidadãos e que responda às exigências da sociedade digital emergente”.
Durante a reunião, Emílio Botín informou sobre os compromissos assumidos no 2° Encontro Internacional de Reitores realizado em Guadalajara, México, em 2010: o Banco Santander investiu 594 milhões de euros (US$ 801 milhões de dólares) em projetos universitários em todo o mundo nesses quatro anos e implementou o programa de 18.000 bolsas de mobilidade iberoamericana anunciado em Guadalajara, 15.000 destinadas a alunos e 3.000 para professores e pesquisadores.
Para Emílio Botín, “as sociedades que forem capazes de se desenvolver em conjunto com essa mudança de tempos que conta com o vento favorável da revolução tecnológica-digital irão gerar qualificação de trabalho, mais competitividade, internacionalização, progresso e bem-estar.”
O presidente da Universia estimulou todas as universidades presentes a elaborar em conjunto a Carta Universitária do Rio 2014, com as conclusões que serão uma referência para continuar avançando na consolidação do espaço iberoamericano do conhecimento e a modernização e internacionalização das instituições de Ensino Superior.







