Bovespa dispara após decisão histórica do FED

Em: 17 de dezembro de 2008
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) tomou novo fôlego com a decisão surpreendente do Federal Reserve (banco central americano), que ajustou a taxa básica de juros dos EUA para o menor nível da história, uma faixa entre zero e 0,25% ao ano
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) tomou novo fôlego com a decisão surpreendente do Federal Reserve (banco central americano), que ajustou a taxa básica de juros dos EUA para o menor nível da história, uma faixa entre zero e 0,25% ao ano

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) tomou novo fôlego com a decisão surpreendente do Federal Reserve (banco central americano), que ajustou a taxa básica de juros dos EUA para o menor nível da história, uma faixa entre zero e 0,25% ao ano. A maioria dos economistas do setor financeiro estimava um ajuste para 0,50%. O câmbio fechou a R$ 2,37. O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, avançou 4,37% para os 39.993 pontos.
O giro financeiro foi de R$ 3,42 bilhões. “A primeira reação foi bastante positiva, mas a decisão é, na verdade, uma faca de dois gumes. Realmente, o corte traz um grande alívio: na visão do mercado, o FED acertou no “timing’ de sua decisão, ao acelerar um processo que já ocorreria, dado um certo horizonte de tempo. Só que ele gastou munição. A “bala monetária’ está chegando a zero”, avaliou o economista Frederico Turolla, professor da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).
O mercado já contava com uma redução dos juros primários nos EUA, mas a opção do FED por uma “política de juro zero” foi ainda além do que esperavam os economistas do setor financeiro. Mas nos últimos dias, o noticiário econômico acumulou indicadores negativos que sustentavam uma opção pelo relaxamento da política monetária.
Ontem, o próprio FED informou que a produção industrial dos Estados Unidos sofreu retração de 0,6% em novembro, a terceira queda desde junho.
E na terça-feira, o Departamento do Trabalho mostrou que os preços ao consumidor nos Estados Unidos tiveram uma queda de 1,7% no mês de novembro. Esse foi o maior recuo na comparação mês a mês já registrado desde que a pesquisa de preços começou a ser feita, em 1947.
Não foi a pior notícia do dia: o banco Goldman Sachs, um dos maiores dos Estados Unidos, informou ontem o seu primeiro prejuízo trimestral desde quando lançou ações em Bolsa de Valores, em 1999.
No front doméstico, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) revelou que inflação medida pelo IGP-10 teve variação de 0,03% em dezembro, ante 0,73% em novembro. No ano, o indicador teve variação positiva de 10,27%, a maior taxa desde 2004.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que as vendas do comércio no país caíram 0,3% em outubro na comparação com o mês anterior.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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