O otimismo dos investidores com a economia global ajudou a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) a emplacar seu quarto pregão consecutivo com valorização da maioria das ações, na sexta-feira. Em meio a notícias positivas da economia americana e europeia, a taxa de câmbio retrocedeu para R$ 1,83.
Na semana, a Bovespa acumula ganho de 2,10%, enquanto o preço da moeda americana perdeu 1,19%.
O Ibovespa, termômetro dos negócios na Bolsa, teve alta de 1,58% no fechamento, marcando os 57.728 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,32 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou com avanço de 1,67%.
A taxa de câmbio tem refletido o fluxo significativo de recursos para o mercado brasileiro, a reboque das recuperação das Bolsas. “O Brasil está sofrendo, agora, uma a especulação dos estrangeiros na Bolsa”, comenta Marcos Trabold, da corretora B&T. “Falta ainda ao mercado algum ponto de equilíbrio. Realmente, a economia mundial já passou pelo fundo do poço. Mas os EUA já normalizaram? Acho que isso ainda vai demorar”, questiona, resumindo dúvidas que circulam entre outros profissionais de mercado. “Questiona-se agora a robusteza da melhora na economia além desta primeira marchar”, avalia Fernando Montero, economista-chefe da corretora Convenção, em seu relatório semanal. Para o especialista, após uma “avalanche de estímulos ao gasto (proporcionados pelos governos)” e o ajuste de estoque promovido pelas empresas, “permanecerão um mercado mundial de trabalho frágil, famílias empobrecidas, empresas com sobra de capacidade e emprego, bancos sem crédito e déficits fiscais enormes”.
EUA, Europa e Brasil
Entre as principais notícias do dia, a entidade privada NAR (Associação Nacional de Corretores de Imóveis) registrou crescimento nas vendas de casas usadas nos EUA, pelo quarto mês consecutivo: a taxa superou por larga margem as previsões dos analistas: o incremento foi de 7,2%, ante projeções na casa dos 2%.
E o presidente do FED Ben Bernanke, admitiu que, após contração acentuada no último ano, a atividade econômica do país parece estar se equilibrando. Disse ainda que as perspectivas de volta ao crescimento ‘no futuro próximo são boas’.







