Bovespa espera investidor amazonense

Em: 30 de novembro de 2007
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O workshop “Aprenda a Investir na Bolsa de Valores”, ocorri­do em Manaus no último dia 27, trouxe pela primeira vez a Manaus um renomado economista e corretor de va­lores de São Paulo para abordar os principais fundamentos do mercado de ações e explicar de forma simples como investir na Bovespa (Bolsa de Valores do Estado de São Paulo).

De acordo com o palestrante Giácomo Leonardo de Oliveira Diniz, a capital amazonense apresenta signi­ficativos níveis de crescimento, o que, para ele, significa um grande potencial para atrair investidores.

O Amazonas registrou um aumento de 10,2% em seu PIB (Produto Interno Bruto) em 2005, a maior alta entre as 27 unidades da Federação, puxada pelo crescimento da indústria, que representa 44% da atividade econômica do Estado, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Giácomo Diniz que veio apresentar os conceitos básicos para iniciar os manauenses no mercado de ações. Segundo ele, no Brasil, apenas 250 mil –de cerca de 200 milhões de habitantes– são investidores efetivos, enquan­to, nos Estados Unidos, apro­­­­ximadamente 80% da po­­­­pu­­­lação de 300 milhões, man­­­têm ­al­gum tipo de movimen­­tação ­financeira na Bolsa. “Falta ao povo brasileiro o hábito do investimento, da compra de ações”, disse.

Conforme explicou o economista, o primeiro passo para se tornar um investidor é cadastrar-se em alguma empresa corretora registrada no site da Bovespa (www.bovespa.com.br). Lá, o indivíduo vai adquirir uma senha eletrônica para ter acesso à sua conta e a todas as movimentações financeiras que irá realizar.

Cobrança de taxas

Em relação às cobranças referentes ao IR (Imposto de Renda), Diniz explicou que uma taxa de 20% sobre os ganhos obtidos com fundos de renda fixa e 10%, sobre os fundos de ­renda ­variável é cobrada dos investidores.

Renda fixa é opção inicial

Giácomo Diniz explicou que atualmente há várias for­mas de investir em ações. En­tre as mais adequadas para os iniciantes, estão os fundos de renda fixa, pelas vantagens que oferecem, como as como­didades de deixar sob os cuidados de especialistas a gestão dos seus recursos.

Já o fundo de renda variá­vel é composto por uma variedade de FIs (Fundos de In­vestimento), como compra de ações, renda fixa, mistos, câmbio de moedas, imóveis, títulos de empresas emergen­tes, commodities, entre outros. “Essas aplicações são mais indicadas para os investidores de perfil arrojado, dispostos a correr maiores riscos em troca de maiores possibilidades de rendimento. Tais fundos podem ser vantajosos, especialmente se encarados co­mo investimentos de longo prazo”, alegou.

O investidor individual ad­ministra todos os seus rendimentos, analisa as melhores oportunidades e escolhe as ações que vai comprar e clu­bes de investimento, um grupo de pessoas físicas reunidas intermediadas por uma corretora que têm como objetivo aplicar recursos em uma carteira de ações. “O retorno do investimento dependerá de uma série de fatores, tais como desempenho da empresa, comporta­mento da economia brasileira e ­internacional etc.”, ressaltou o economista.

Rentabilidade garantida

De acordo com Diniz, os FIs funcionam como um grupo de investidores reunidos com­ um único o objetivo: apli­car recursos em ativos econômicos de forma a aumentar o retorno financeiro e minimizar os riscos e perdas.
Os fundos de ações, uma es­pécie de sociedade conjunta de investidores são altamente rentáveis. Em função do expressivo volume de dinheiro que capta, o fundo consegue, em várias operações, taxas mais­ vantajosas que um pequeno e médio investidor individualmente conseguiria.

Valor da aplicação pode variar

O especialista contou que é necessário fazer um investimento inicial depois do cadastro e sugeriu aos principiantes uma análise cautelosa de mercado. “É necessário muito cuidado antes de decidir com quem, onde e quanto investir” afirmou. Diniz sugeriu um va­lor mínimo entre R$ 200 e R

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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