O workshop “Aprenda a Investir na Bolsa de Valores”, ocorrido em Manaus no último dia 27, trouxe pela primeira vez a Manaus um renomado economista e corretor de valores de São Paulo para abordar os principais fundamentos do mercado de ações e explicar de forma simples como investir na Bovespa (Bolsa de Valores do Estado de São Paulo).
De acordo com o palestrante Giácomo Leonardo de Oliveira Diniz, a capital amazonense apresenta significativos níveis de crescimento, o que, para ele, significa um grande potencial para atrair investidores.
O Amazonas registrou um aumento de 10,2% em seu PIB (Produto Interno Bruto) em 2005, a maior alta entre as 27 unidades da Federação, puxada pelo crescimento da indústria, que representa 44% da atividade econômica do Estado, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Giácomo Diniz que veio apresentar os conceitos básicos para iniciar os manauenses no mercado de ações. Segundo ele, no Brasil, apenas 250 mil –de cerca de 200 milhões de habitantes– são investidores efetivos, enquanto, nos Estados Unidos, aproximadamente 80% da população de 300 milhões, mantêm algum tipo de movimentação financeira na Bolsa. “Falta ao povo brasileiro o hábito do investimento, da compra de ações”, disse.
Conforme explicou o economista, o primeiro passo para se tornar um investidor é cadastrar-se em alguma empresa corretora registrada no site da Bovespa (www.bovespa.com.br). Lá, o indivíduo vai adquirir uma senha eletrônica para ter acesso à sua conta e a todas as movimentações financeiras que irá realizar.
Cobrança de taxas
Em relação às cobranças referentes ao IR (Imposto de Renda), Diniz explicou que uma taxa de 20% sobre os ganhos obtidos com fundos de renda fixa e 10%, sobre os fundos de renda variável é cobrada dos investidores.
Renda fixa é opção inicial
Giácomo Diniz explicou que atualmente há várias formas de investir em ações. Entre as mais adequadas para os iniciantes, estão os fundos de renda fixa, pelas vantagens que oferecem, como as comodidades de deixar sob os cuidados de especialistas a gestão dos seus recursos.
Já o fundo de renda variável é composto por uma variedade de FIs (Fundos de Investimento), como compra de ações, renda fixa, mistos, câmbio de moedas, imóveis, títulos de empresas emergentes, commodities, entre outros. “Essas aplicações são mais indicadas para os investidores de perfil arrojado, dispostos a correr maiores riscos em troca de maiores possibilidades de rendimento. Tais fundos podem ser vantajosos, especialmente se encarados como investimentos de longo prazo”, alegou.
O investidor individual administra todos os seus rendimentos, analisa as melhores oportunidades e escolhe as ações que vai comprar e clubes de investimento, um grupo de pessoas físicas reunidas intermediadas por uma corretora que têm como objetivo aplicar recursos em uma carteira de ações. “O retorno do investimento dependerá de uma série de fatores, tais como desempenho da empresa, comportamento da economia brasileira e internacional etc.”, ressaltou o economista.
Rentabilidade garantida
De acordo com Diniz, os FIs funcionam como um grupo de investidores reunidos com um único o objetivo: aplicar recursos em ativos econômicos de forma a aumentar o retorno financeiro e minimizar os riscos e perdas.
Os fundos de ações, uma espécie de sociedade conjunta de investidores são altamente rentáveis. Em função do expressivo volume de dinheiro que capta, o fundo consegue, em várias operações, taxas mais vantajosas que um pequeno e médio investidor individualmente conseguiria.
Valor da aplicação pode variar
O especialista contou que é necessário fazer um investimento inicial depois do cadastro e sugeriu aos principiantes uma análise cautelosa de mercado. “É necessário muito cuidado antes de decidir com quem, onde e quanto investir” afirmou. Diniz sugeriu um valor mínimo entre R$ 200 e R







