A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) encerrou os negócios de um tom abaixo do nervosismo visto na terça-feira e em boa parte do pregão de ontem. Investidores relativizaram os dados preocupantes sobre inflação e vendas de varejo, e se acalmaram após a divulgação do “Livro Bege”.
No front doméstico, a saída de investidores estrangeiros, derrubando os preços das principais ações do mercado, arrastou a Bolsa de Valores para o segundo pregão com fortes perdas.
Para analistas, o “Livro Bege” mostrou um cenário econômico menos alarmante do que inicialmente se pensava. Preparado por integrantes do Federal Reserve (banco central americano), o documento ressalta a perspectiva de um crescimento menor dos EUA, mas sem sinalizar recessão. Os membros do Fed também não enfatizam pressões inflacionários, o que favorece um possível corte dos juros básicos ainda neste mês, como esperado pelo mercado.
O Ibovespa, principal índice de ações, desvalorizou 1,89%, aos 58.777 pontos. O volume financeiro foi de R$ 7,41 bilhões, acima da média diário do mês (R$ 5,2 bilhões). Na Ásia, a Bolsa de Tóquio fechou em queda de 3,35%. Na Europa, as principais Bolsas finalizaram o dia em território negativo.







