Bovespa tem alta por conta das ações da Petrobrás

Em: 26 de dezembro de 2007
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,772 para venda, em declínio de 1,17%. A taxa de risco-país marca 197 pontos, em retração de 3,90%.
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,772 para venda, em declínio de 1,17%. A taxa de risco-país marca 197 pontos, em retração de 3,90%.

As ações da Petrobras ajudaram a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) a encerrar o pregão de ontem com alta significativa, porém numa sessão com volume financeiro reduzido. O Ibovespa, que acompanha o valor das ações mais negociadas, valorizou 1,89% e atingiu os 64.288 pontos. O volume financeiro foi de R$ 4,27 bilhões, ante média diária de R$ 6,66 bilhões neste mês (até o dia 21).

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,772 para venda, em declínio de 1,17%. A taxa de risco-país marca 197 pontos, em retração de 3,90%.

Desde a semana passada, as ações da estatal petrolífera têm sustentado a recuperação da Bolsa de Valores nos últimos dias. Na quinta-feira, a Petrobras anunciou a ocorrência de uma jazida de óleo leve no Pré-sal da Bacia.

Nesta quarta-feira, a empresa informou novo recorde de produção diária em campos nacionais com 2 milhões e 238 barris de petróleo. “Para o ano que vem, com a entrada de cinco plataformas, nossa meta é de 2 milhões de barris/dia’, afirmou ontem o diretor de Exploração e Produção, Guilherme Estrella.

A ação preferencial da Petrobras, o “papel” mais movimentado, teve ganho de 2,66%, sendo negociado a R$ 87,30, com giro de R$ 752 milhões. Outro ativo que puxou foi a ação preferencial da Cesp (Companhia Energética de São Paulo), o segundo mais negociado (giro de R$ 312 milhões), que disparou 15,21%, sendo cotado a R$ 42,56.

O mercado se animou com a notícia de que o governo paulista deve retomar o processo de privatização da estatal de energia.

O desempenho do setor corporativo ajudou a Bovespa a “descolar” das bolsas americanas, a principal referência externa dos negócios, em um dia negativo, devido a números decepcionantes do comércio varejista com as vendas de Natal.

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,772 para venda, com declínio de 1,17%, nas últimas operações de hoje. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,890 (venda), em retração de 0,52%.

Segundo profissionais das mesas de câmbio, os negócios tendem a ficar cada vez mais esvaziados, praticamente restrito ao giro de operações entre bancos, que arbitram suas posições no mercado à vista e futuro.

Profissional de corretora relata que, a pedido, vários clientes adiantaram o fechamento de contratos de câmbio já na semana passada para “fugir” das oscilações típicas dos últimos dias úteis deste ano.

O Banco Central entrou no mercado pela manhã e adquiriu divisas a R$ 1,7850 (taxa de corte). O nível das reservas internacionais atingiu US$ 178,81 bilhões, conforme estatística do BC atualizada até o dia 24.

O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, elevou as taxas projetadas para 2009 e 2010.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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