BR-317 é tema de debate em audiência

Em: 23 de setembro de 2013
Obras de pavimentação da rodovia estão paradas desde dezembro de 2011
Obras de pavimentação da rodovia estão paradas desde dezembro de 2011

O entrave que emperra as conclusões de pavimentação e recuperação da BR-317, que liga o município de Boca do Acre (AM) a Rio Branco capital do Acre (AC), foi discutido, nesta quinta-feira (19), durante Audiência Pública na Comissão de Gestão e Serviços Públicos da Aleam (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas), que contou com a intermediação do deputado estadual Adjuto Afonso (PP).
A audiência, solicitada pela Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas), visa destravar a paralisação das obras que encontram-se paradas, desde dezembro de 2011, após o TCU (Tribunal de Contas da União) apontar “indícios de irregularidades” no empreendimento e motivou o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transport) suspender de forma “amigável” o convênio firmado entre a instituição e a Seinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura do Amazonas), contratado para recuperar 100 quilômetros da rodovia.
O problema tem afetado diretamente o transporte de mercadorias, cargas e de pacientes de Boca do Acre que precisam de atendimento médico e utilizam a rodovia para escoar a produção. “A cidade possui o maior rebanho bovino do Amazonas e não apenas os agricultores são afetados, mas toda a população de Boca do Acre e de outros municípios do Sul do Amazonas que utilizam a via”, lamentou o presidente da Faea, Muni Lourenzo.

Dnit

A engenheira do Dnit, Arlene Campos, assegurou que todas as medidas necessárias para a conclusão das obras estão sendo tomadas pela instituição. Ela informou que a empresa Trafecon Consultoria foi contratada para fazer o levantamento do que foi feito e o que precisa para a conclusão das obras da rodovia, devendo ser finalizado já no próximo mês. “Após este levantamento, vamos ter conhecimento do que precisa ser feito. E então, deveremos licitar a conclusão dessas obras. E paralelo aos serviços de engenharia, estamos trabalhando também para obter o licenciamento ambiental e receber a delegação de competência”, afirmou Arlene.
Adjuto afirmou que vai acionar a bancada federal do Amazonas, em Brasília, para pressionar o Dnit para dar agilidade ao processo de licitação e contratação da empresa que irá concluir a rodovia.
Dos 100 quilômetros previstos para a recuperação da BR 317, segundo o engenheiro da Seinfra, Roberto Palmeira, foram recuperados 62 quilômetros. No trecho, conforme Palmeira, há dois trechos dentro de reservas indígenas que não foram contemplados com a pavimentação devido intervenção da Funai.
Participaram ainda da Audiência Pública agricultores de Boca do Acre, a SDS (Secretaria de Desenvolvimento Sustentável), Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas), entre outras entidades ligadas ao tema.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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