Bradesco defende leilão sobre Nossa Caixa

Em: 23 de maio de 2008
O Banco do Brasil é um candidato forte, mas não se pode eliminar o direito à concorrência.
O Banco do Brasil é um candidato forte, mas não se pode eliminar o direito à concorrência.

O Bradesco defendeu na sexta-feira que ocorra um leilão para a venda da Nossa Caixa, 12º maior banco do país e o último grande banco nas mãos de um governo estadual.
Na noite da última quarta-feira, o Banco do Brasil informou que iniciou negociações para a aquisição do banco, o que desagradou aos bancos privados, interessados em ampliar suas participações sobre o mercado bancário paulista.
“O leilão traz as coisas às claras, como o preço correto, que seria formado a partir da concorrência entre os interessados. As regras de mercado devem prevalecer, com a realização de uma licitação pública. Seria mais legítimo”, disse o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro de Mello Brandão.
Ele disse ainda que “o Banco do Brasil é um candidato forte, mas não se pode eliminar o direito à concorrência”.
O Bradesco seria um dos bancos privados mais interessados no negócio porque perderá a liderança do setor bancário em São Paulo em breve, quando as operações do Santander e do ABN Amro Real se fundirem, de acordo com o combinado na aquisição da participação brasileira do ABN Amro pelo banco espanhol.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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