O Bradesco prevê queda das taxas de inadimplência do sistema financeiro para este ano e para 2011. A queda deve ser acompanhada por expansão do crédito, segundo estimativas do economista chefe do banco, Octavio de Barros apresentadas ontem em reunião na Apimec.
A previsão é que o indicador de calotes fique em 6% na pessoa física este ano, considerando os atrasos acima de 90 dias, e em 5,9% no ano que vem. Nos dois casos, deve ficar bem abaixo das taxas de 2009, de 7,7%.
Fatores como o aumento da renda e do emprego com carteira assinada explicam essa tendência de queda, destaca Barros. “Não chegamos nem ao ponto de sequer acender a luz amarela” diz o economista.
Na pessoa jurídica, a previsão do banco é de inadimplência de 3,3% e 3%, respectivamente para 2010 e 2011. Em 2009, era de 3,8%.
No mercado de crédito, o banco estima expansão de 20,2% este ano e de 15,6% no ano que vem, mesmo nível apresentado em 2009. Na pessoa física, a expansão prevista para este ano é de 18%. Na pessoa jurídica, é de 17%. Em 2011, a situação se inverte e os empréstimos para empresas passam a crescer mais que pessoas físicas (15,7% ante 14,7%).
Com essa expansão, o crédito deve chegar a marca de 48,1% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano e, em 2011, bata na marca histórica de 50,4%.
Entre os fatores que vão estimular o crédito na pessoa física, está o aumento da classe média, que passa a demandar bens como automóveis, eletrodomésticos e imóveis. A estimativa do Bradesco é que o Brasil tem atualmente 111,9 milhões de pessoas nas classes A, B e C, ante 74,3 milhões no início de 2004. “O crescimento foi equivalente a uma Espanha inteira”, disse Barros
Bradesco prevê queda das taxas de inadimplência em 2010 e 2011
Em: 29 de setembro de 2010
O Bradesco prevê queda das taxas de inadimplência do sistema financeiro para este ano e para 2011
Redação
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