Em meio ao crescente interesse por ativos financeiros brasileiros ao redor do globo, o maior banco privado do país, o Bradesco, planeja abrir corretoras na Ásia e no Oriente Médio, afirmou nesta sexta-feira, o vice-presidente do banco, Jose Luiz Acar Pedro. “Para nós, é extremamente importante criar presença (na Ásia e no Oriente Médio) devido ao grande potencial destas regiões”, disse Acar Pedro, que supervisiona o BBI, banco de investimento do Bradesco. “Estamos procurando agora os melhores lugares para abrir unidades”, declarou.
“Estimamos um investimento inicial de US$ 50 milhões para instalar as unidades nas duas regiões. Pretendemos implementar nossos planos na segunda metade deste ano”. O executivo disse que o plano inicial do Bradesco é instalar corretoras nessas regiões para oferecer ativos e produtos de renda fixa brasileiros.
Campo doméstico
No campo doméstico, o executivo diz esperar crescimento continuado do mercado de renda fixa devido aos fundamentos positivos da economia e das empresas brasileiras.
O volume total de operações no mercado de capitais doméstico no primeiro semestre foi de R$ 63,43 bilhões, 55% mais que em igual período de 2007, de acordo com a Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento). A emissão de dívidas respondeu pela maior parte deste total, R$ 48,43 bilhões. Já as emissões de ações somaram R$ 14,99 bilhões, 45% menos que no primeiro semestre do ano passado.
“O mercado local de dívida está indo muito bem e estamos trabalhando muito duro para fornecer operações estruturadas para os nossos clientes”, disse o executivo. Para as ações, contudo, ele disse que o cenário é menos favorável. “A volatilidade que vem do exterior é preocupante. Isto torna a formação de preços mais difícil, mas estou confiante de que no quarto trimestre deste ano veremos um ambiente mais estável”, afirmou o executivo.







