Brasil ameaça retaliar se barreiras forem mantidas

Em: 27 de maio de 2010
O instrumento a ser usado caso haja realmente a imposição de barreiras por parte da Argentina deverá ser a aplicação de licenças não-automáticas de importação, que alongam a burocracia para a entrada de produtos no país.
O instrumento a ser usado caso haja realmente a imposição de barreiras por parte da Argentina deverá ser a aplicação de licenças não-automáticas de importação, que alongam a burocracia para a entrada de produtos no país.

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, afirmou hoje que, apesar das novas barreiras argentinas contra a importação de alimentos ainda não terem sido anunciadas oficialmente, o Brasil possui meios para retaliar o país vizinho.
“A visão do governo brasileiro nas relações internacionais é de reciprocidade”, disse Barral. “O Brasil tem um mecanismo eletrônico de controle de importações. É um botão”, completou.
O instrumento a ser usado caso haja realmente a imposição de barreiras por parte da Argentina deverá ser a aplicação de licenças não-automáticas de importação, que alongam a burocracia para a entrada de produtos no país.
Barral, no entanto, ressaltou que as suposta proibição de importação de alimentos com produção similar na Argentina -que deveria entrar em vigor no próximo dia 1º- ainda não foi anunciada oficialmente pela presidente Cristina Kirchner.
Até agora houve apenas uma declaração do secretário de comércio interior argentino, Guillermo Moreno.
“Não é porque o sub do sub do sub teve uma ideia mirabolante que nós vamos sair tomando medidas”, alfinetou Barral.
Para o secretário, as autoridades argentinas deveriam evitar uma situação de embate no comércio de alimentos, uma vez que o Brasil exporta apenas cerca de US$ 500 milhões por ano para o país vizinho, enquanto importa mais de US$ 2 bilhões em produtos do parceiro nesse segmento.
Apesar das constantes reclamações de exportadores brasileiros sobre a situação na fronteira, o governo ainda não detectou anormalidade no comércio bilateral.
Ainda assim, há duas semanas o embaixador brasileiro no país, Enio Cordeiro, transmitiu à chancelaria argentina as preocupações do Itamaraty sobre a questão.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar