O Brasil se comprometeu formalmente na segunda-feira a adquirir bônus do Fundo Monetário Internacional no valor de US$ 10 bilhões, tornando-se credor da instituição pela primeira vez na história, anunciou o ministro da Fazenda Guido Mantega.
“Acabo de estar com o diretor geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, e entreguei a ele uma carta dizendo que o Brasil vai assinar um acordo de compra de bônus emitidos pelo Fundo no valor de 10 bilhões de dólares, sob condições que serão estabelecidas no contrato que assinaremos”, declarou Mantega.
Em junho, o ministro havia anunciado a intenção brasileira de emprestar US$ 10 bilhões através da aquisição de bônus do organismo.
“É um momento histórico para nós. É a primeira vez na história que o Brasil empresta recursos ao FMI -e, portanto, à comunidade internacional”, destacou.
“Passamos da condição de devedores à de credores. É uma mudança radical”, acrescentou o ministro, que participa da reunião anual da instituição em Istambul.
Mantega afirmou que o país “está colocando parte de suas reservas” nesta operação de compra de bônus, atendendo a um pedido de Strauss-Kahn feito aos membros do Fundo para que não acumulem reservas e usem parte delas para dar à instituição recursos necessários para contribuir com a recuperação da economia.
O diretor do departamento das Américas do FMI, o economista Nicolás Eyzaguirre, disse no domingo, que a Argentina tem a obrigação de permitir ao organismo revisar sua economia, e alertou que o país terá um crescimento baixo devido à falta de acesso aos mercados financeiros.
Eyzaguirre qualificou a revisão como “uma oportunidade para o país, mas também sua obrigação”, pois, por esse mecanismo, a Argentina comunica ao mundo através do FMI seus planos econômicos.
Nesse sentido, o economista disse, em entrevista coletiva, que é “um pouco estranho” que o país participe das conversas do G20 (grupo que reúne representantes de países ricos e dos principais emergentes) e do fundo monetário, e conheça a política econômica dos outros países, mas não exponha a sua.
Nesses fóruns, os países-membros explicam seus planos, mas de forma superficial. A “Argentina não permite desde 2006 a análise em profundidade de sua política fiscal e monetária pelos analistas do FMI, que deve ser anual”.
Brasil assume compromisso de comprar US$ 10 bi em bônus do FMI
Em: 5 de outubro de 2009
O Brasil se comprometeu formalmente na segunda-feira a adquirir bônus do Fundo Monetário Internacional no valor de US$ 10 bilhões, tornando-se credor da instituição pela primeira vez na história, anunciou o ministro da Fazenda Guido Mantega
Redação
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