Brasil conquista apoio da China para sediar Jogos Olímpicos de 2016

Em: 27 de março de 2008
Embratur vai instalar um escritório de promoções turísticas em Pequim
Embratur vai instalar um escritório de promoções turísticas em Pequim

O Rio de Janeiro recebeu um apoio importante para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. No encontro com a ministra do Turismo, Marta Suplicy, o vice-presidente da CNTA (Administração Nacional de Turismo da China), Du Jiang, manifestou apoio à candidatura do Brasil e informou que será enviada correspondência oficial ao Comitê Olímpico Chinês expressando o apoio do órgão de turismo chinês. O Rio de Janeiro disputa a realização dos jogos com Baku (Azerbaijão), Chicago (Estados Unidos), Doha (Catar), Madri (Espanha), e Praga (República Tcheca) e Tóquio (Japão).
Nesse mesmo encontro, realizado dia 24, a ministra obteve resposta positiva à proposição brasileira de instalar um escritório de promoção da Embratur em Pequim. Essa intenção havia sido manifestada aos chineses em reunião realizada em novembro, em Cartagena. A CNTA já passou a Embratur os ­procedimentos que devem ser seguidos para a ins­talação desta representação, o que permitira avançar nesse trabalho nos próximos meses.

Número
de vôos

Em encontro realizado com dirigentes da Air China no dia 25, a ministra pôde informá-los sobre as várias ações de promoção para divulgação do Brasil na China, como a próxima inserção de filmes sobre destinos turísticos brasileiros nas transmissões de TV do Campeonato Brasileiro de Futebol para a Ásia (acordo firmado entre o Clube dos 13 e o MTur).
Destacou ainda a presença da Embratur em feiras de turismo na China e a ação especial de promoção que será feita nos Jogos de Pequim, em parceria com o COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Essas ações, bem como o crescente interesse dos brasileiros pela China e o fortalecimento das relações comerciais entre os dois paises, já estão levando ao crescimento do fluxo de turistas, o que vai exigir, em pouco tempo, maior oferta de assentos em vôos.
O Diretor de Relações Internacionais e ­Cooperação da companhia, Lou Yongfeng, destacou que a operação feita nesta quinta-feira para o Brasil, com três vôos semanais via Madri, é lucrativa e que a Air China está monitorando a demanda para ampliar a oferta de vôos e assentos, de acordo com a necessidade e disponibilidade de novas aeronaves.
A ministra destacou também a possibilidade de acordos de cooperação com companhias brasileiras, como a Varig, e de promoção conjunta Embratur-Air China para o desenvolvimento de novas rotas, destacando como exemplo Brasília, que passou a receber vôos da TAP e tem demanda de mais frequências internacionais, para diferentes destinos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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