Brasil é 38ª economia do mundo

Em: 20 de maio de 2010
Apesar dos problemas sociais, País sobe dois pontos em competitividade internacional
Apesar dos problemas sociais, País sobe dois pontos em competitividade internacional

Embora apresente problemas estruturais, como baixo nível de escolaridade e evolução muito pequena da produtividade total, o Brasil se tornou um pouco mais competitivo neste ano, segundo estudo realizado pelo IMD (Institute for Management Development) em parceria com a FDC (Fundação Dom Cabral). Segundo o Índice de Competitividade Mundial 2010, o País subiu duas posições e alcançou neste ano o 38º lugar entre 58 nações avaliadas. O ranking é formado por 331 indicadores qualitativos e quantitativos que compõem quatro fatores de competitividade: infraestrutura, desenvolvimento econômico, eficiência governamental e eficiência de negócios.
A boa resposta do País aos fortes efeitos recessivos gerados pela crise financeira internacional permitiu que o Brasil avançasse no índice de Competitividade Mundial. O credit crunch global fez com que fossem cortados cerca de 800 mil empregos formais em 2009, apontou o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Contudo, as ações anticíclicas adotadas pelo governo, como redução dos juros e incentivos fiscais para a aquisição de produtos duráveis, como carros e eletrodomésticos, estimularam o nível de atividade a ponto de retomar os investimentos e a produção industrial, o que levou à geração de 1,2 milhão de vagas formais entre março e dezembro do ano passado.
Como a economia doméstica entrou em forte desaceleração no último trimestre de 2008 e nos primeiros três meses de 2009, o País registrou uma retração de 0,2% no ano passado. Para este ano, contudo, o Brasil está em ampla aceleração. De janeiro a abril, foram criados 962.327 empregos. Deste total, 305.068 vagas foram geradas no mês passado. O Banco Central prevê um incremento do PIB (Produto Interno Bruto) de 5,8% em 2010, número que é visto como conservador por uma série de analistas. O ministério da Fazenda acredita que o produto interno bruto pode chegar até 6,5% e o Itaú Unibanco prevê que o avanço será ainda maior e atingirá 7,5%.
Apesar de ter apresentado um leve declínio do PIB em 2009, “o Brasil manteve a sua capacidade competitiva, alavancada principalmente pelos avanços na produtividade empresarial e na geração do emprego”, avalia Carlos Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação da Fundação Dom Cabral. Com um PIB estimado de US$ 1,57 trilhão, o País deixou de ser a décima economia do mundo em 2008 para atingir este ano a oitava posição.
Segundo o estudo, mesmo passando por um momento raro em sua história, de estabilidade de preços e expansão forte do nível de atividade, há preocupações relativas à redução de eficiência das empresas nacionais no comércio exterior e o nível de investimentos estrangeiro, elementos que levaram o Brasil a apresentar queda de seis posições, no quesito desempenho econômico neste ano.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar