A Petrobras e o governo boliviano concordaram em criar empresas mistas para explorar e produzir novas áreas de gás no país, durante a reunião realizada na terça-feira na capital boliviana. A empresa brasileira também se comprometeu em treinar um grupo de funcionários bolivianos no Brasil.
Os detalhes da sociedade entre a Petrobras e a YPFB ainda serão negociados nas próximas semanas para que estejam definidos antes da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Bolívia, em 12 de dezembro.
A possibilidade de formação de uma sociedade com a estatal boliviana YPFB é mais um sinal da chamada “nova fase” das relações entre a Petrobras e o governo de Evo Morales. No início do ano, por exemplo, a empresa brasileira se recusou a ser sócia minoritária das duas refinarias recém-nacionalizadas, como queria a Bolívia.
Na reunião da qual participaram o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e o ministro dos Hidrocarbonetos boliviano, Carlos Villegas, também houve avanços para assumir a exploração dos campos Itaú e Ipati, hoje sob responsabilidade da francesa Total.
Saída da Bolívia
Três analistas ouvidos pela Folha têm dito que a Total es-tá disposta a sair da Bolívia. Pro-curada pela reportagem, sua representação no país informou que não se pronunciaria sobre as negociações. A Bolívia vive uma crise de produção de gás por falta de investimentos desde 2003. A esperança do governo é que, com a volta dos investimentos da Petrobras, aumente o abastecimento ao mercado interno e à Argentina no curto prazo. Hoje as atividades da Petro-bras na Bolívia se resumem à exploração dos megacampos de San Alberto e San Antonio, que abastecem o Brasil.
A Petrobras informou ainda que os testes no campo de Tu-pi, na Bacia de Santos, indicam um volume recuperável de 5 bilhões a 8 bilhões de óleo e gás natural. A área avaliada está na região denominada de pré-sal, onde os reservatórios se encontram abaixo de uma extensa camada de sal, localizada até a 5.000 metros de profundidade. Os testes foram feitos no poço 1-RJS-646, que está no bloco BMS-S-11.







