Brasil e Índia pressionarão China sobre yuan

Em: 21 de fevereiro de 2011
Segundo a fonte, “os três países formaram um pacto não oficial para expressar seu desapontamento”. A fonte ressaltou, no entanto, que a China está resistindo à pressão
Segundo a fonte, “os três países formaram um pacto não oficial para expressar seu desapontamento”. A fonte ressaltou, no entanto, que a China está resistindo à pressão

O Brasil e a Índia vão unir-se aos Estados Unidos para pressionar a China a permitir uma valorização do yuan num ritmo mais rápido durante as reuniões dos ministros das Finanças e dos presidentes dos bancos centrais do G-20, que começaram na última sexta-feira em Paris, disse uma fonte da liderança do grupo das vinte maiores economias do mundo à Dow Jones.
Segundo a fonte, “os três países formaram um pacto não oficial para expressar seu desapontamento”.
A fonte ressaltou, no entanto, que a China está resistindo à pressão.
A fonte declarou também que será a primeira vez que a Índia e o Brasil criticam publicamente Pequim por sua política cambial.
A China está acostumada com a pressão dos EUA, mas considera-se um líder e um aliado do mundo em desenvolvimento.
Como melhorar a coordenação global das políticas monetárias é um dos temas principais que estarão sobre a mesa nas reuniões do G-20 nesta sexta-feira e no sábado. No centro das negociações está a moeda chinesa, que, segundo muitos dos parceiros comerciais da China, tem sido mantida artificialmente em patamares baixos para ajudar as exportações do país.
Os ministros de Finanças do G-20 ainda não chegaram a um acordo para estabelecer os indicadores que serão usados para avaliar se os países estão adotando políticas que causam desequilíbrios na economia mundial, afirmaram fontes.
Os ministros e os presidentes dos bancos centrais do grupo se encontrarão mais tarde, mas outras autoridades do G-20 estão reunidas desde quinta-feira num esforço para chegar a um acordo sobre a questão.
Uma fonte do G-20 disse que o consenso é o de que a formação dos desequilíbrios de conta corrente deverá ser o principal indicador. Mas propostas para incluir outros indicadores, como o tamanho das reservas em moedas estrangeiras, estão encontrando “forte resistência” da China.
A China opôs-se a esses indicadores porque eles poderiam abrir espaço para a censura de sua política cambial.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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