Brasil poderá exportar produção de usinas binacionais, diz Lobão

Em: 9 de agosto de 2009
O Brasil poderá exportar para países vizinhos a energia produzida em usinas hidroelétricas binacionais que serão construídas no Peru
O Brasil poderá exportar para países vizinhos a energia produzida em usinas hidroelétricas binacionais que serão construídas no Peru

O Brasil poderá exportar para países vizinhos a energia produzida em usinas hidroelétricas binacionais que serão construídas no Peru. O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, explicou que essa operação está prevista nos entendimentos iniciais firmados entre Brasil e Peru, para a construção de até 15 usinas hidroelétricas no território peruano.
Inicialmente estão previstas cinco usinas, cujos estudos já vem sendo feitos por um consórcio liderado pela Eletrobrás. O Peru deverá ficar com 20% da energia gerada, e os 80% restantes ficarão com Brasil.
A previsão é que as cinco usinas recebam investimentos que variam de US$ 12 bilhões a US$ 15 bilhões. Lobão estima que a primeira unidade possa estar operando em 2015.
Lobão discutiu o tema com o ministro peruano das Minas e Energia, Pedro Sánchez, em encontro no Rio. “Discutimos entendimentos para fazer 15 hidroelétricas no Peru, que terão até 20 mil megawatts de potência. Na primeira etapa serão cinco unidades com até 6.000 megawatts de capacidade”, disse o ministro.
A opção pelo Peru foi baseada na questão geopolítica, comentou Lobão. Segundo o ministro, a construção de usinas nos países vizinhos está relacionada à busca da integração sul-americana.
Ele acrescentou que há planos de fazer hidroelétricas na Argentina e no Uruguai. “De qualquer forma, temos que ter energia. Daqui a 30 anos temos que dobrar nossa geração hidroelétrica”, afirmou.
Lobão admitiu que existem empecilhos ambientais para se fazer hidroelétricas no Brasil, mas negou que essa questão tenha definido a opção pela busca de locais em outros países. Já o ministro peruano destacou que “a legislação ambiental peruana tem exigências semelhantes à brasileira”.
Lobão confirmou ainda que vem negociando com o Ministério da Fazenda a retirada da Eletrobrás na contribuição para o superávit primário. De acordo com o ministro, a discussão está avançando nos últimos tempos.
“Não se resolve isso de uma hora para outra, mas o Tesouro é o dono da Eletrobrás, logo, ele vai querer fortalecer sua empresa”, concluiu.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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