Brasil quer uma base em Macau para triplicar exportações

Em: 10 de julho de 2008
O governo anunciou em junho um plano para triplicar as exportações para a China para US$ 30 milhões anuais até 2010, através da venda de produtos de maior valor agregado
O governo anunciou em junho um plano para triplicar as exportações para a China para US$ 30 milhões anuais até 2010, através da venda de produtos de maior valor agregado

Macau é uma peça fundamental para concretizar os objetivos do Brasil de aumentar as exportações para a China, disse segunda-feira em ­Macau o secretário do Comércio Exterior, Welber Barral, que esteve em Macau à ­frente de uma missão do governo brasileiro.
Welber Barral considerou ainda o papel do Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os países de língua portuguesa, sediado em Macau, como “importante na estratégia de aproximação econômica entre o Brasil e a China através de Macau”.
O governo anunciou em junho um plano para triplicar as exportações para a China para US$ 30 milhões anuais até 2010, através da venda de produtos de maior valor agregado. O lançamento do plano denominado “Agenda China – Ações Positivas para as Relações Econômicas e Comerciais Sino-Brasileiras” está sendo divulgado em Macau, Guangdong, Xangai e Pequim.
No encontro com cerca de 200 empresários de Macau e do delta do rio das Pérolas, Welber Barral revelou que o plano brasileiro para reforçar as relações com a China envolve em obras de infra-estrutura, empreendimentos relacionados com a logística (aeroportos e portos), a divulgação da Zona Franca de Manaus, onde estão concentrados investimentos em eletrônica e tecnologia de informação e ainda o divulgar as zonas de processamento de exportação.
No ano passado, do total de importações brasileiras da China, 95,1% foram produtos industrializados, que têm maior valor agregado do que os produtos básicos, e apenas 26,8% de suas exportações foram de alto valor agregado.
Atualmente, 74% das exportações brasileiras para a China são de produtos básicos, como minério de ferro (34,5%) e soja (26,3%).
O plano do governo brasileiro elegeu como prioritários 619 produtos industriais de 48 diferentes setores, que representam quase 70% das importações chinesas, ou seja, cerca de US$ 637 milhões.
Dentre essa lista prioritária de exportação para a China estão petróleo e derivados, metais não-ferrosos, papel e celulose, carnes de aves e suínos, instrumentos de ­precisão, ferramentas, tintas e farmacêuticos.
O presidente da Apex (Agência de Promoção de Exportações e Investimento), Alessandro Teixeira, que integra a missão brasileira, anunciou entretanto, segundo o jornal “Tribuna”, estarem em curso contatos com o Ipim (Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau) para estabelecer um escritório local destinado a “ser base para a entrada de mais empresas brasileiras no mercado de Macau”.
A ACSP (Associação Comercial de São Paulo) anunciou em junho que vai também abrir em breve uma representação em Macau para apoiar pequenas e médias empresas brasileiras que queiram atuar na República Popular da China.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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