Brasil volta a ser o 5° maior detentor de títulos americanos

Em: 8 de setembro de 2015
O Brasil voltou a ocupar a quinta colocação no ranking de detentores estrangeiros dos títulos do governo dos Estados Unidos, segundo informações do Departamento do Tesouro americano
O Brasil voltou a ocupar a quinta colocação no ranking de detentores estrangeiros dos títulos do governo dos Estados Unidos, segundo informações do Departamento do Tesouro americano

O Brasil voltou a ocupar a quinta colocação no ranking de detentores estrangeiros dos títulos do governo dos Estados Unidos, segundo informações do Departamento do Tesouro americano. O país detém, nos dados de janeiro deste ano, US$ 133.5 bilhões em títulos, ante US$ 127 bilhões em dezembro do ano passado. Com a alta, o país ultrapassou o Reino Unido no ranking e chegou à quinta colocação.
Os britânicos possuem US$ 124.2 bilhões em títulos americanos, ou US$ 6.7 bilhões a menos do que em dezembro.
O Brasil chegou a estar em quarto colocado em meados do ano passado, mas recuou no segundo semestre.
O líder do ranking é a China, com US$ 739.6 bilhões. O país assumiu a ponta em setembro do ano passado, no auge da crise financeira global, quando ultrapassou o Japão.
Na semana passada, o primeiro ministro chinês, Wen Jiabao, mostrou preocupação com essa situação devido ao crescente déficit fiscal americano. “Quero aproveitar a oportunidade e apelar aos EUA para que cumpram sua palavra, se mantenham como um país confiável e protejam a segurança dos ativos chineses’’, disse Wen aos jornalistas após uma sessão parlamentar.
O governo dos EUA rebateu as declarações, dizendo que o país continua sendo um bom lugar para os investimentos. “Não há investimento mais seguro do que os feitos nos Estados Unidos’’, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado. A vice-liderança no ranking continua com o Japão, detentor de US$ 634.8 bilhões em títulos públicos dos EUA. Ele é seguido pelos países exportadores de petróleo, com US$ 186.3 bilhões, e pelos centros bancários do Caribe, com US$ 176.6 bilhões.
No total, US$ 3.072 trilhões em títulos públicos do governo americano estão na mão de estrangeiros, segundo o Tesouro, com queda de US$ 4.7 bilhões sobre o montante em dezembro de 2008.

Produção industrial cai

A produção industrial dos Estados Unidos teve queda de 1,4% em fevereiro na comparação com janeiro, segundo dados divulgados pelo FED (Federal Reserve, o Banco Central americano), atingindo 99,7 pontos, o menor nível desde abril de 2002.
Com o resultado de fevereiro, a atividade da indústria americana acumula queda por quatro meses consecutivos e em 10 dos últimos 12 meses, de acordo com o FED. Em relação a fevereiro do ano passado, o indicador acumula queda de 11,2%.
A produção no setor manufatureiro caiu 0,7%, com declínio em diversos segmentos, mas um aumento na produção de veículos e peças após a interrupção de produção registrada em janeiro contribuiu com quase 0,5 ponto percentual no desempenho do mês passado, diz o FED. Fora do setor manufatureiro, a produção em minas caiu 0,4%.
A utilização da capacidade instalada da indústria caiu para 70,9% taxa 10 pontos percentuais abaixo da média do período 1972-2008. A taxa é a mesma registrada em dezembro de 1982, a mais baixa da série de registros para a utilização da capacidade instalada no país, começada em 1967.
O Federal Reserve de Nova York –uma das 12 divisões regionais do FED, o BC americano–, por sua vez, divulgou o índice Empire State, que apura a atividade industrial na região de Nova York. O índice, segundo o banco, registrou uma deterioração acentuada neste mês, ficando em uma nova baixa recorde, de -38,2 pontos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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