Brasileiro paga 3 vezes mais por produtos

Em: 15 de abril de 2013
Alto custo tributário também é um entrave para o desenvolvimento econômico do País, já que prejudica as cadeias de produção
Alto custo tributário também é um entrave para o desenvolvimento econômico do País, já que prejudica as cadeias de produção

De notebooks a óculos de sol, passando por jeans, celulares e perfumes, a lista de produtos de maior valor agregado que custam no Brasil até três vezes mais do que em qualquer outro país emergente é extensa. Além de pesar no bolso dos brasileiros, o alto custo tributário também é um entrave para o desenvolvimento econômico do país, já que prejudica as cadeias de produção e faz com que muitos consumidores optem pelas compras no exterior.
De acordo com pesquisa comparativa de preços entre Miami e São Paulo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), uma calça jeans da marca Levi’s, por exemplo, é encontrada na cidade americana por US$ 35,20, equivalente a R$ 71,10, conforme o Banco Central. A mesma calça, em São Paulo, não é encontrada por menos que R$ 239. Um óculos aviador da Ray-Ban custa R$ 715 no Brasil, o dobro de diferença para Miami. E nem só o setor de vestuário e acessórios é mais caro fora do País.
Notebooks e gadgets também são alvo dos consumidores brasileiros que buscam preço baixo no exterior. Outro produto bastante procurado pelos brasileiros e que custa duas vezes mais barato em Miami é o iPad 2. No Brasil, o tablet da Apple é vendido por R$ 1.349 enquanto em Miami é possível adquirir o mesmo modelo por R$ 862,39. Um notebook da Sony sai, em média, R$ 970,46 para quem adquire o produto nos Estados Unidos; no Brasil, o mesmo laptop custa três vezes mais. Para os gadgets, a diferença é ainda maior. O celular Samsung Galaxy é encontrado por US$ 213,97 em Miami, cinco vezes mais barato que o menor preço encontrado na capital paulista.
Segundo o presidente do IBPT, João Eloi Olenike, isto acontece porque o Brasil tem uma tributação muito forte sobre o consumo, que é embutida no valor final, pago pelo consumidor, em qualquer produto. “Aqui temos PIS, Cofins, ICMS e IPI – os dois últimos impostos variam de acordo com a utilidade do produto -, que vão sendo repassados por todas as etapas da produção, em efeito cascata, e pagos pelo consumidor final”, explica. A alta tributação está fazendo com que surjam os chamados “sacoleiros executivos internacionais”, pessoas que viajam a Miami, compram os produtos, trazem para o Brasil, colocam 100% em cima do valor do produto e, mesmo assim, ainda sai mais barato do que o valor cobrado no País. Para Olenike, a solução é baixar os impostos, prejudiciais não só para o consumidor, que paga mais, mas também para o fabricante, que deixa de vender, e para a economia do Brasil, que perde em todos os aspectos.
As empresas também arcam com a tributação sobre a folha de pagamento, com FGTS e INSS para os funcionários e com os tributos sobre o lucro, pagando imposto de renda e contribuição social. Para os produtos que vêm do exterior, ainda há o imposto de importação. “E também tem as questões de patente, licenças de uso das marcas, para quem fabrica calça da Levi’s ou óculos Ray-Ban, por exemplo”, comenta o presidente do IBPT. Nos Estados Unidos, a tributação é única e de apenas 7%. Para comparação, um perfume importado no Brasil tem tributação de 79%.
Olenike explica que o grau de tributação no Brasil é feito de acordo com a necessidade ou a utilidade dos produtos para a população.

Compradores nacionais invadem Nova York

Os imóveis em Nova York se tornaram os favoritos dos brasileiros nos Estados Unidos, sendo que os compradores do Brasil já ocupam a 6ª posição entre as nacionalidades estrangeiras que mais compraram imóveis na cidade durante o ano de 2012. As cinco primeiras nacionalidades que mais compram propriedades na região são os canadenses, chineses, mexicanos, indianos e ingleses informou a imobiliária Elite International Realty .
No ano passado, a venda para os brasileiros apresentou alta de 21% em relação a 2011, enquanto que a venda para os americanos foi de apenas 4%, segundo um levantamento da Hibou/Zapt. Para o diretor da Elite, Leo Ickowicz, os brasileiros buscam apartamentos com preço maior e com espaço luxuoso e confortável, tanto para férias como para negócios.
“O mercado imobiliário americano segue aquecido para brasileiros porque lá os preços e os juros estão baixos e há perspectivas de valorização enquanto que, no Brasil, os preços dos imóveis continuam em alta”, afirma.
Seguindo o levantamento, a maioria dos imóveis adquiridos pelos brasileiros (63%) está dividido entre studios de até 40 metros quadrados e moradias entre 110 e 140 metros quadrados, com dois ou três quartos. Os principais compradores dos studios são jovens que vão à cidade a trabalho e que procuram uma propriedade com liquidez e praticidade. Já os de maior metragem, são a pre- ferência dos compradores mais maduros que buscam conforto e longevidade na aquisição.
Quanto ao motivo da aquisição, a maioria faz para investimento pela valorização em dólar e por não existir mais áreas onde crescer em Manhattan.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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