Brasileiros defendem indústria como prioridade

Em: 11 de junho de 2014
Quase 100% dos entrevistados consideram o setor importante ou muito importante para o crescimento
Quase 100% dos entrevistados consideram o setor importante ou muito importante para o crescimento

O fraco desempenho da indústria não passa despercebido pela população. Pesquisa inédita realizada pelo Ibope para a CNI (Confederação Nacional da Indústria) aponta que 57% dos entrevistados concordam total ou parcialmente que está em curso um processo de desindustrialização. E, para 60%, o setor está em crise, pressionado por fatores como alta carga tributária, falta de mão de obra especializada e concorrência com os importados.
Apesar do quadro difícil, a população ainda dá grande valor à indústria. Para 87%, o setor deve ser uma prioridade do governo. Mais de 90% dos entrevistados consideram o setor importante ou muito importante para o crescimento econômico, a geração de empregos, a melhoria do padrão de vida e para o desenvolvimento tecnológico. Questionados sobre que tipo de empreendimento prefeririam, caso sua cidade fosse receber um novo projeto que demandasse 1.000 trabalhadores, 40% escolheram a indústria. O comércio ficou com 13% e o setor público, 7%. Hoje, há um debate se a indústria é importante ou não”, disse o gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. A pesquisa, explicou ele, buscou medir a percepção da sociedade sobre isso: “Queríamos saber se as pessoas acham que a indústria merece um cuidado diferenciado do governo ou não.” “Constatamos que sim, que essa briga não é só nossa, mas da população como um todo.” Esses dados vão reforçar uma iniciativa da CNI, que é elaborar uma agenda de competitividade a ser entregue aos presidenciáveis no final deste mês. São 43 documentos com diagnósticos e propostas sobre temas específicos que atacam o chamado Custo Brasil. Fonseca ressalta que, mesmo entre os brasileiros mais jovens, a preferência recai pelo emprego na indústria. Na faixa dos 16 a 24 anos, 20% dos entrevistados apontaram o setor como o preferido. As fábricas são seguidas pelas repartições públicas, que além da estabilidade têm oferecido o atrativo dos salários elevados. Nessa mesma faixa de idade, 19% dos entrevistados afirmou preferir um emprego público.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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