Brasileiros gastam mais no exterior

Em: 25 de março de 2014
Mesmo com dólar caro, consumo dos brasileiros fora do país sobe em fevereiro
Mesmo com dólar caro, consumo dos brasileiros fora do país sobe em fevereiro

Os gastos de brasileiros no exterior chegaram a US$

1,915 bilhão em fevereiro, de acordo com dados do BC

(Banco Central), divulgados nesta segunda-feira (24).

Esse é o maior resultado para meses de fevereiro já

registrado pelo BC, superando os gastos do mesmo

período de 2013 (US$ 1,862 bilhão).
Esse avanço aconteceu mesmo com o dólar mais caro:

estava em R$ 2,03, na média de janeiro, e R$ 1,97 em

fevereiro do ano passado; a média da cotação do dólar

no primeiro bimestre deste ano ficou em R$ 2,38.
Já as receitas de estrangeiros em viagem no Brasil

chegaram a US$ 591 milhões em fevereiro deste ano,

contra US$ 624 milhões, em igual período de 2013.

Gastos no exterior diminuíram
Em janeiro deste ano, os gastos dos brasileiros no

exterior foram de US$ 2,120 bilhões, abaixo dos US$

2,299 bilhões de janeiro do ano passado.
Assim, nos dois primeiros meses deste ano, os

brasileiros deixaram no exterior um total de US$ 4,036

bilhões, redução de 1,5% em relação ao mesmo período

do ano passado (US$ 4,162 bilhões).
Há sinais de diminuição, mas ainda moderados, nos

gastos de brasileiros no exterior, segundo o chefe do

Departamento Econômico do BC (Banco Central), Túlio

Maciel.
De acordo com Maciel, se for considerada a média

diária de gastos, há uma queda de 6% no bimestre. O

motivo para essa moderação, segundo Maciel, é a alta

do dólar.

Maior em dez meses
A entrada de dólares no Brasil supera em US$ 5 bilhões

a saída de recursos estrangeiros em março, segundo

dados parciais do Banco Central até dia 20. Essa é a

maior entrada mensal desde maio do ano passado (US$

10,8 bilhões).
A maior parte do dinheiro (US$ 4,8 bilhões) se refere

ao segmento de operações financeiras. O restante faz

parte da conta comercial.
Entre os destaques do mês está a entrada líquida de

US$ 4 bilhões para investimentos estrangeiros em renda

fixa, aplicação que ganhou força desde o ano passado

com a alta da Selic (taxa básica de juros), que subiu

de 7,25% para 10,75% ao ano.
Também se destacam no mês corrente as captações de

recursos no exterior por empresas brasileiras, como

Petrobras e Banco do Brasil.

Estimativas reduzidas pelo BC
O BC reduziu a previsão para o superavit da balança

comercial em 2014 de US$ 10 bilhões para US$ 8

bilhões. A explicação para a mudança é a expectativa

para as exportações, que recuou de US$ 255 bilhões

para US$ 253 bilhões. Para as importações, foi mantida

a projeção de US$ 245 bilhões.
Devido à reestimativa para o saldo comercial, o banco

alterou sua previsão para o deficit nas transações de

bens e serviços com o exterior, que subiu de US$ 78

bilhões para US$ 80 bilhões.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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