Em função da crise econômica, indústrias do PIM (Polo Industrial de Manaus) e dos mais diversos setores do comércio deixaram de investir em artigos considerados não essenciais, afetando, entre outros setores, o de brindes corporativos, que costumavam ter um pico de demanda no fim do ano. As empresas do segmento também sentem, desde as últimas eleições em 2008, o impacto da proibição de materiais do tipo na época eleitoral, quando costumavam triplicar o faturamento.
Mas há dados positivos, pois de acordo com o proprietário da Santos Brindes, Pedro dos Santos Tiradentes, no decorrer de um ano empresas de grande porte podem gastar cerca de R$ 40 mil em tais produtos. Segundo Tiradentes, a novidade no mercado atual são os novos tipos de brindes que estão sendo requisitados e que amenizam a queda no faturamento.
Exemplos incluem porta-óculos, potes para balas, guarda-chuvas, sandálias e bolsas personalizadas, além da exigência de algumas empresas para que o material utilizado seja reciclável. Ainda assim, as tradicionais canetas, chaveiros e bonés não são esquecidos. O empresário disse ter sido afetado pela crise, mas no fim do ano o número de pedidos aumentou e ficou no mesmo patamar de 2008.
Para o futuro, ele afirmou possuir ótimas expectativas. “Acredito que os problemas financeiros internacionais e a cheia dos rios afetaram bastante diversos setores do comércio e indústria, inclusive o de brindes, mas estou confiante que 2010 vai ser melhor, principalmente com o progresso esperado para Manaus devido à copa do mundo de 2014”, enfatizou.
Segundo Tiradentes, o fato do brinde vender a imagem da instituição é um dos principais motivos pelo qual os empresários insistem, na medida do possível, em investir no material. Ele enfatizou que os brindes corporativos não são apenas uma maneira de presentear clientes e funcionários, mas também acabam se tornando uma espécie de “propaganda barata”. O proprietário da Santos Brindes explicou que os perfis dos clientes são os mais variados possíveis, havendo empresas que organizam vários eventos no decorrer do ano, necessitando sempre de novos itens e outras que só os utilizam nas festividades de Natal e Réveillon.
Também manteve o mesmo nível de faturamento de 2008 a Parter Indústria de Laminados Plásticos e Decorações. O diretor Ernaldo Vasconcelos revelou que as vendas de fim de ano não apresentaram grande aumento e que, além dos brindes de praxe, réguas, relógios de parede e cordões para crachá personalizados também são novidades no mercado. Quanto a problemática das eleições para o setor, o empresário afirmou que várias empresas que trabalhavam visando este período tiveram que mudar, expandir seu mercado ou fechar as portas.
Apesar de não fazer um levantamento exato, pela sua experiência, Vasconcelos disse ser em média R$ 1,5 mil o montante que uma pequena empresa investe em brindes neste período de festas. “Já grandes empresas chegam a gastar até R$ 12 mil em brindes no fim do ano”, destacou ele, que disse ainda ser o governo do Estado um exemplo de instituição que investe bastante no segmento. “A última licitação feita para escolher a empresa que faria os brindes do Estado foi de R$ 100 mil”, declarou.
Brindes perdem com crise e proibições
Em: 23 de dezembro de 2009
Em função da crise econômica, indústrias do PIM e dos mais diversos setores do comércio deixaram de investir em artigos considerados não essenciais, afetando, entre outros setores, o de brindes corporativos, que costumavam ter uma demanda no fim do ano
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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