Buarque destaca prioridades para 2008

Em: 29 de dezembro de 2007
Esses são os primeiros passos para se garantir a própria sobrevivência da humanida­de, segundo o senador.
Esses são os primeiros passos para se garantir a própria sobrevivência da humanida­de, segundo o senador.

O presidente da CE (Co­­missão de Educação, Cultura e Esporte), senador Cristovam Buarque (PDT-DF), afirmou, em entrevista à Agência Senado, que o Brasil deverá ter como prioridade em 2008 ações contra a violência, a insegurança, a corrupção e a impunidade. A redução da pobreza e a diminuição do desemprego também devem ser emergenciais para os brasileiros, declarou.

Além de objetivos ime­­­­di­a­tos, Cris­­­to­­vam apontou ou­­­tros, como a mudança da mentalidade de consumo e o cuidado com a preservação do meio ambiente. Esses são os primeiros passos para se garantir a própria sobrevivência da humanida­de, segundo o senador.

Para o Brasil, Cristovam de­­­­­­­fendeu um programa de de­senvolvimento econômico­ que respeite as exigências da sustentabilidade ecológica.

“A utopia socialista de ho­­je não é mais a igualdade do consumo e de renda, a utopia é a mesma chance para todos, a igualdade de oportunidades para diferentes clas­­ses e gerações. Isso é o que a humanidade tem que ga­rantir, eu disse a humani­dade, não disse o Brasil” des­­tacou Cristovam.

O senador e ex-ministro da Educação voltou a afirmar o que tem repetido ao longo dos últimos anos: que a igualdade de oportunidades entre classes diferentes somente poderá ocorrer se todos tiverem as mesmas o­­­por­­­tunidades de educação.

Soberania na Antártida

Depois de uma visita fei­­­ta na semana passada à ba­­se brasileira de pesquisas­ científicas na Antártida, Cris­­­tovam Buarque, que é presidente no Congresso Nacional, da bancada de apoio ao Proan­tar (Programa Antártico Bra­­­sileiro), defendeu mais in­­­ves­­timentos nas pesquisas­ cien­­tíficas e preservação dos recursos naturais. Ele desta­­­cou a importância da presença do Brasil naquele continente.

“Primeiro, temos a importância geopolítica do programa, é o Brasil colocar o pé naquele continente que não tem dono –e vai ter dono, já estão encontrando até petróleo, os ingleses encontraram. Segundo, o avanço nas pesquisas dos cientistas brasileiros sobre climatologia, oceanografia, biologia em geral e outros campos mais específicos”, afirmou.

Cristovam Buarque disse que seu interesse pela Antártida vem de muito tempo. Ele contou que, quando governador, em 1997, tentou chegar até a base brasileira, mas problemas climáticos e técnicos o impediram.

“Meu interesse tem vários aspectos: o patriótico de ver nossa presença lá, o de pesquisador que sou e a própria aventura da viagem à Antártida” explicou o professor e ex-reitor da UNB.
Perigo para Amazônia

Cristovam Buarque disse que o Brasil tem que cuidar melhor da Amazônia. De acordo com a análise do senador, para preservar a Amazônia, além de criar o royaltie florestal, de pagar por árvore preservada, o brasileiro tem que mudar até a atitude em relação ao automóvel, pois a expansão das plantações de matéria-prima para produção de etanol pode chegar a afetar a floresta.

“O mundo tem que ser tratado como um condomínio. O vizinho tem que respeitar o outro vizinho. Não pode tocar fogo nos móveis. Não pode deixar torneira aberta, tem que respeitar. Da mesma forma, um país tem que respeitar a soberania dos outros. Tem que respeitar os vizinhos.”
Cristovam mostrou ao re­­pórter um vídeo exibido pe­­­la TV Senado em que ele res­­­ponde a uma pergunta so­­­bre a proposta de internacionalização da Amazônia. No vídeo, o senador diz que se todas as coisas importantes para a humanidade devem ser internacionalizadas, deve-se internacionalizar os arsenais nucleares, os poços de petróleo de todo o mundo, os museus, entre outros.

“Se os EUA que­­­rem internacionalizar a Ama­­­zônia pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, tudo bem, então internacionalizemos todos os arsenaisnucleares dos Estados Unidos, pois eles, os americanos, já mostraram que são capazes de usar essas bombas nucle­ares, provocando a destruição milhares de vezes maior do que as queimadas das flo­­restas do Brasil” acrescentou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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