Não é de hoje que se tenta justificar os buracos constantes nas principais vias do Distrito Industrial de Manaus. Mesmo com convênio firmado há quase dois anos entre Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) e Seinfra (Secretaria de Estado da Infraestrutura), os trabalhos seguem muito lentamente e várias vias continuam praticamente intrafegáveis.
De acordo com a assessoria de imprensa da Seminf (Secretaria Municipal de Infraestrutura) a prefeitura não possui ingerência em relação a administração das vias e que toda responsabilidade é da Suframa e destaca, ainda, que existe um convênio assinado entre Seinfra e Suframa que garante recursos federais para a recuperação total das vias. Vale ressaltar que o documento refere-se apenas ao Distrito 1. O documento foi assinado em 2012 e foi publicado em “Diário Oficial”, no dia 3 de janeiro de 2013.
Por outro lado, a assessoria da Suframa, explica que o órgão repassa a maior parte dos recursos e que o governo realiza as obras. Desde o início do projeto, porém, apenas 20% do valor foi, de fato, repassado ao Estado – que tem utilizado recursos próprios para ‘amenizar’ o cenário catastrófico que pode ser notado do início ao fim da avenida Buriti, por exemplo.
Enquanto o debate continua, a secretaria estadual adianta que está no planejamento de obras revitalizar parte das vias nas próximas semanas.
Didaticamente, cada órgão executivo de trânsito é responsável pela circulação de veículos e pelas regras de uso das vias de acordo com sua circunscrição. No caso das vias federais, a Polícia Rodoviária Federal responde pela fiscalização, e o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), responde pela engenharia e estrutura viária. Deste modo, o Estado é responsável pelas rodovias estaduais e o município pelas vias municipais.
No caso do Distrito Industrial há um conflito sobre como a região seria determinada, já que desde a criação da Zona Franca, o Polo Industrial é caracterizado como distrital –apesar de situado em território municipal –e com garantia de autonomia e verba específica.
Motoristas sofrem as consequências
O administrador de empresas Maurício Farias Videl, trabalha no Distrito desde 2002 e comenta que a via já passou por fases piores que a atual, mas que não se lembra de ter feito o trajeto que liga sua casa à empresa sem desviar de buracos. “A gente acaba se acostumando, mas é lamentável e perigoso fazer o deslocamento à noite ou enquanto chove”, diz.
Há um ano a avenida foi totalmente recapeada, mas o grande volume de carretas já destruiu vários pontos da via. “O trânsito é sempre mais intenso quando os motoristas precisam passar pelos buracos. Sem contar com os trechos que precisamos invadir a contramão”, descreve o industriário Alfredo Teixeira.






