Perto de completar seis anos no País, a rede americana de fast-food Burger King contabiliza 93 restaurantes – presença pálida frente a redes nacionais e estrangeiras como McDonald’s, Bob’s, Giraffas e Habbib’s. Mas a ascensão da classe C e a recuperação da economia após a crise fizeram o grupo traçar planos mais ambiciosos para o Brasil, com a abertura de 180 unidades novas em três anos. “Vamos dobrar a expansão na metade do tempo”, diz o diretor sênior do Burger King no Brasil, Iuri Miranda.
A aproximação entre o Burger King e o Brasil não para por aí: em setembro, o grupo 3G, capitaneado pelo brasileiro Alexandre Behring e capitalizado por pesos-pesados como Jorge Paulo Lemann, alto executivo da Anheuser Busch-Inbev, assinou acordo de US$ 4 bilhões para comprar a rede de refeições rápidas, que sofreu duros golpes financeiros na crise e enfrenta também o acirramento da concorrência com outras cadeias globais, como o McDonald’s.
Miranda diz que o negócio ainda não influencia os planos para o país, pois ainda não foi concretizado: “Temos até o dia 14 de outubro para dar uma resposta.” Entretanto, sabe-se que o 3G tem interesse em expandir a rede Burger King na América Latina, inclusive com o “casamento” entre a oferta dos restaurantes e as bebidas da Inbev (no Brasil, Ambev).
“É uma rede de forte irradiação para os produtos da Ambev e também com potencial de marca”, diz o diretor executivo da ABF (Associação Brasileira de Franchising), Ricardo Camargo.
A diferença com o novo sócio, segundo Camargo, será a possibilidade de investimento da própria rede no projeto de expansão: “Desde o início da operação, o Burger King vem crescendo com os aportes dos parceiros locais.”
Na atuação global do Burger King, a operação brasileira representa menos de 0,75% do total de 12,5 mil restaurantes que a corporação opera no mundo. De acordo com o diretor da rede no Brasil, a expansão não foi mais rápida nos primeiros seis anos porque a logística e a rede de fornecedores da marca não estavam estruturadas no Brasil. “Hoje, 95% dos nossos produtos são comprados localmente. No início, era o contrário”, explica Miranda. “Estamos no Brasil há 70 meses. Abrimos mais de um restaurante por mês.”
Enquanto a situação sobre o negócio com o grupo 3G não se define, a estratégia de crescimento do Burger King segue baseada nos parceiros que a marca já atraiu. Hoje, são 11 franqueados que dividem espaços definidos conforme o território, que podem ir de um bairro – caso de São Paulo, por exemplo – a vários Estados, em casos de operações menos líquidas, como a da Região Nordeste.
Burger King prevê abertura de novas lojas em três anos
Em: 5 de outubro de 2010
Perto de completar seis anos no País, a rede americana de fast-food Burger King contabiliza 93 restaurantes – presença pálida frente a redes nacionais e estrangeiras como McDonald’s, Bob’s, Giraffas e Habbib’s
Redação
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