No próximo final de semana, dias 29 e 30 (sábado e domingo), acontece a terceira edição da Virada Sustentável Manaus. Os eventos da Virada ocorrerão em todas as zonas da capital amazonense, com atividades e atrações que terão o objetivo de aumentar o engajamento da população em relação à sustentabilidade e cidadania, através de programação gratuita com shows, atrações culturais, atividades “zen” e esportivas, palestras e cine-debates sobre o assunto.
A Virada Sustentável Manaus é uma realização da FAS (Fundação Amazonas Sustentável) em parceria com a Virada Sustentável de São Paulo, com produção da empresa Iaí Promoções e apoio de 46 instituições da sociedade civil participantes do Conselho Criativo. Em entrevista ao Jornal do Commercio, a coordenadora da Virada Sustentável Manaus e da Agenda Urbana, Paula Carramaschi Gabriel falou um pouco mais sobre o evento.
Jornal do Commercio: O que é a Virada Sustentável?
Paula Carramaschi Gabriel: Somos um movimento de articulação entre pessoas, grupos e instituições, públicas e privadas, que tenham em comum o objetivo de melhorar a sociedade e o meio ambiente a partir de uma visão alegre e inspiradora da sustentabilidade.
JC: Esta é a terceira edição do evento. Como tem evoluído a cada edição?
PCG: A Virada Sustentável Manaus chega à sua terceira edição com muita força das 36 organizações membro do Conselho Criativo (grupo de organizações e instituições que trabalham com ações educativas e socioculturais em prol da promoção de práticas saudáveis e mais sustentáveis) que cocriam o evento junto com a FAS, que correaliza o evento. Tivemos mais de 800 voluntários inscritos, previsão de mais de 200 atividades gratuitas em todas as zonas da cidade.
Estes números demonstram que a mobilização social e engajamento tornaram a Virada Sustentável Manaus um evento bastante especial e que já faz parte do calendário oficial da cidade. Esperamos que ele cresça mais e mais e possamos juntos buscar a Manaus dos nossos sonhos.
JC: Quais os locais que receberão os eventos da Virada Sustentável?
PCG: São centenas de atividades/atrações espalhados por 12 locais em todas as zonas da cidade. São eles: Parques do Mindu, Bilhares e Sumaúma. Shopping ViaNorte, Casa Mamãe Margarida, Largo São Sebastião, Galeria do Largo, Musa do Largo, Musa Reserva Ducke, Rip Rap Redenção e Cooperativa Aliança, na Compensa.
JC: Além de Manaus, onde mais a Virada Sustentável acontece?
PCG: Manaus foi a primeira capital, fora de São Paulo, a receber o evento, em 2015. E atualmente o evento está em outras sete cidades: nas capitais Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e São Paulo e ainda em São Sebastião-Ilhabela (litortal Norte de São Paulo), Sinop (Mato Grosso do Sul) e Valinhos (SP).
JC: Como é essa parceria com a FAS?
PCG: A FAS é a idealizadora da Virada Sustentável Manaus, inspirada pelo grande festival que acontece em São Paulo. Nosso principal objetivo é mobilizar a cidade em prol de uma agenda sustentável transformadora, em torno dos ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável).
A ideia de promover um festival aqui surgiu em 2014, quando o nosso superintendente geral, Virgílio Viana, visitou a Virada Sustentável São Paulo e buscou trazer o modelo cocriativo para Manaus, reunindo organizações parceiras e mobilizando atores de várias partes da cidade.
JC:Você teria uma projeção de quando poderemos viver num mundo de forma totalmente sustentável?
PCG: O mundo que esperamos, começa com ideias e sonhos de cada um. Acredito que em atitudes cada um de nós promoverá a mudança que queremos tornar realidade. Temas como mobilidade urbana, gestão correta dos resíduos sólidos, consumo consciente, alimentação saudável, desenvolvimento sustentável, cultura como ferramenta para melhoria da educação e tantos outros, são exemplos de como cada um de nós pode se engajar e buscar um mundo melhor e mais sustentável.
JC: Como as pessoas podem participar da Virada, não apenas como observadores, mas de forma atuante?
PCG: Participando, se engajando, compartilhando as fotos/vídeos/programação e também utilizando os hashtags #viremanaus e #euviromanaus.
Recolher o lixo dos rios
Atividade da Virada, o Grito D’água nasceu com o objetivo de, cada vez mais, tornar perene a “saúde” dos mananciais amazônicos. A ação de limpeza no Lago do Tarumã, ocorre no dia 29, a partir das 7h30 da manhã, com saída do flutuante Abaré, que fica na margem direita do igarapé do Tarumã. O Grito D´água 4.0 ocorre dentro da terceira edição da Virada Sustentável.
A cheia e a vazante dos rios amazônicos trazem, sempre à tona, um grande problema, todos os anos. Toneladas de lixo, deixadas nos igarapés próximos de Manaus aparecem nas margens assim que os rios descem e na medida em que sobem também poluem outras áreas como marinas e flutuantes.
Os participantes, voluntários da ação, poderão ajudar na limpeza acessando o flutuante Abaré e de lá, lanchas seguirão para os locais da ação. Com a intenção de agregar valor ao evento com o esporte, serão disponibilizadas pela organização, pranchas de SUP (Stand Up Paddle). “O que a gente pretende é, cada vez mais, tornar os rios e lagos amazônicos mais limpos e, consequentemente, perenes”, afirmou Diogo Vasconcelos, um dos realizadores do evento.
A ação é o resultado de uma união de esforços do flutuante Abaré Sup e PontoComM, Comunicação e Marketing e iniciativa privada, com o apoio da Manaus Ambiental, Chef Urbano e Pump.
O Grito D’água é um dos eventos mais importantes de limpeza de igarapés ao redor da capital e é também o primeiro a unir esporte e consciência ambiental. Para os primeiros 30 voluntários que chegarem ao flutuante Abaré serão disponibilizadas camisetas.
“A intenção é unir esforços para que, neste dia, possamos obter resultados importantes quando o assunto é engajamento e marketing ambiental. A ideia sempre é motivar as pessoas pela ação e um único retorno que é um futuro melhor para nossos filhos e netos”, comentou Agnaldo Oliveira Júnior, da PontoComM & Marketing.
Esta é a quarta edição do evento que tem engajado cada vez mais pessoas. Atualmente, cerca de 50 deles são presença contínua em todas as edições. Quanto ao que foi retirado, na primeira edição foram recolhidos 600 quilos de lixo, no Grito D´água 2.0, uma tonelada foi retirada das margens das ilhotas que se formam no Tarumã. Na terceira edição foram recolhidas duas toneladas.







