O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, chegou na quarta-feira a Sharm el Sheikh, cidade egípcia na península do Sinai na qual encerrará a viagem pelo Oriente Médio.
Bush discutirá com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, o processo de paz entre israelenses e palestinos. A visita está prevista para durar menos de três horas. Trata-se de uma visita obrigatória do presidente americano a seu principal aliado árabe.
O Egito foi o primeiro país da região a reconhecer o Estado de Israel, em 1977. A Jordânia seguiu o exemplo em 1994, mas nenhum outro país árabe fez o mesmo.
Bush pediu aos países árabes que “estendam a mão” a Israel, como forma de dar força às conversações de paz, que o presidente quer que resultem em fronteiras “reconhecidas internacionalmente”.
Ajuda a Israel
Ontem, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, repetiu a solicitação em entrevista coletiva em Riad junto com o ministro de Exteriores da Arábia Saudita, Saud al Faiçal, mas teve pouca receptividade.
“Não sei que aproximação podemos fazer a respeito dos israelenses”, afirmou Al Faiçal, após lembrar o plano promovido pela Arábia Saudita para reconhecer o Estado de Israel em troca da criação de um Estado palestino na Cisjordânia e em Gaza dentro das fronteiras anteriores à guerra de 1967 e do direito dos refugiados palestinos a poder retornar para sua terra natal.
Israel rejeitou essa iniciativa. Os presidente Osni Mubarak e George Bush provavelmente também abordarão a tensão com que hoje envolve o Irã sobre a questão da energia nuclear.
A viagem do presidente americano começou no dia 9, quarta-feira, com sua chegada ao aeroporto Ben Gurion, de Tel Aviv. O presidente George W. Bush já esteve em Sharm el Sheikh no ano de 2003, para participar de uma reunião com líderes árabes e palestinos sobre as negociações com os israelenses em busca da tão sonhada paz para os povos da região.
Seu antecessor, expresidente Bill Clinton, viajou para essa localidade duas vezes, também para cúpulas sobre o processo de paz.







