A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou, por unanimidade, a indicação de três novos diretores do Banco Central. Em uma sessão esvaziada por causa das negociações para aprovação da CPMF, foram sabatinados Maria Celina Berardinelli Arraes, indicada para a diretoria de Assuntos Internacionais; Anthero de Moraes Meirelles, que deverá ocupar a Diretoria de Administração do BC, e Alvir Alberto Hoffmann, indicado diretor de Fiscalização.
Todos os indicados são funcionários de carreira do BC e precisam ser, agora, aprovados pelo plenário do Senado.
Durante a sabatina, o presidente da CAE, senador Aloízio Mercadante (PT-SP), defendeu que o Copom (Comitê de Política Monetária) retome a trajetória de queda da taxa básica de juros, mantida em 11,25% ao ano na última reunião. Ele disse que “não há pressão inflacionária consistente’’ para o Copom segurar a taxa Selic.
Segundo Mercadante, a interrupção da trajetória de corte na taxa dos juros foi necessária por conta da crise de crédito nos EUA. “Mas peço que vocês ajudem a retomar a queda da taxa de juros. Há espaço, não há pressão inflacionária consistente’’, disse o senador, acrescentando que a redução da carga tributária depende da política monetária.
Durante a sabatina, Celina foi questionada se a CPMF fosse extinta, se haveria, de fato, a queda de 1% na Selic, tema relatado pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO). Celina não quis opinar, mas falou sobre as reservas do país. “As reservas são realmente um colchão contra imprevistos e crises financeiras, mas há um custo para manutenção das reservas, temos que avaliar os benefícios’’.
A economista Maria Celina Berardinelli Arraes, indicada para a Diretoria de Assuntos Internacionais do Banco Central, defendeu o sistema de metas da inflação como condição para as políticas sociais do governo. Para ela, “de nada adiantaria o esforço de distribuição de renda realizado pelo governo se a inflação minasse o progresso alcançado’’, afirmou, durante sabatina na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos ) do Senado.






