CAGED – AM fecha ano com recorde de empregos

Em: 25 de janeiro de 2012
Entre janeiro e dezembro, o Estado criou 45,18 mil empregos com carteira assinada, 41,4% a mais em relação ao acumulado em 2010
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Entre janeiro e dezembro, o Estado criou 45,18 mil empregos com carteira assinada, 41,4% a mais em relação ao acumulado em 2010

O Amazonas fechou 2011 com recorde na geração de empregos de acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgado ontem pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Entre janeiro e dezembro, o Estado criou 45,18 mil empregos com carteira assinada, 41,4% a mais em relação ao acumulado em 2010. Esse é o melhor resultado para o Estado desde o início da série histórica do cadastro, em 2003.
“Além da estabilidade e aquecimento da economia no ano passado, as fiscalizações que exigiram contratação de temporários e a correção de outras situações de irregularidade propiciaram esse resultado”, resumiu o titular da SRTE-AM (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas), Dermilson Chagas.
Entre os segmentos, a indústria de transformação respondeu pelo maior número de vagas preenchidas, com a criação de 18.374, 46,4% a mais do que em 2010.
“O resultado da indústria está dentro das nossas expectativas e em linha com o ritmo da produção responsável pelo faturamento também recordista do PIM na casa dos US$ 40 bilhões. Podemos destacar também uma grande passagem da mão de obra de temporária para efetiva, o que também contribui para os números”, explanou o presidente do Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas), Wilson Périco.
Em seguida veio o setor de serviços (+12.608), com um crescimento de 7,21%. O bom desempenho, segundo Dermilson Chagas é justificado pelo aquecimento do mercado no ano passado. “Baseado no comportamento de 2011, é um setor pelo qual torcemos este ano. Eventos como eleições, datas comemorativas, aceleração de obras da Copa, chegada do Linhão de Tucuruí, tudo isso vai refletir sobre os serviços prestados”, apostou.
Apesar de ter ficado na terceira posição na geração de empregos em números absolutos (+6.638 postos), a construção civil quadriplicou o número de empregos no comparativo com o ano anterior (+1.217).
O presidente do Sintracomec-AM (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Amazonas), Cícero Custódio, explicou que no caso da construção civil, o crescimento tem grande relação com as fiscalizações ligadas ao Ministério do Trabalho. “O crescimento da oferta de vagas está ligado à fiscalização que regularizou a situação dos trabalhadores, obrigando os empregadores a assinarem as carteiras de trabalho. Além disso, houve o aquecimento da construção civil no Estado que movimentou diversas áreas gerando não só empregos diretos como também indiretos”.
A expectativa para 2012, de acordo com ele, é de crescimento entre 30% a 40% no número de postos de trabalho.
Já o comércio apareceu por último, entre os grandes setores da economia amazonense com 6.442 mil postos de trabalho, acréscimo de 13,6%.
Dermilson Chagas acrescentou que em 2012, com a intensificação das fiscalizações e se nenhuma nova crise atingir o país, os resultados serão positivos para o Amazonas.

Dezembro

Em dezembro, ainda segundo os dados do Ministério, apesar das demissões inerentes ao período, o desempenho foi 14,48% melhor em comparação a 2010. Foram 6.147 postos a menos. No ano anterior 7.187 vagas deixaram de ser preenchidas no mesmo período.
A indústria e comércio foram os segmentos que mais demitiram. A atividade industrial que em dezembro de 2010 havia dispensado 1.577, praticamente dobrou o saldo negativo (-3.061). O comércio também terminou o ano com -231 vagas geradas enquanto que em dezembro de 2010, o número havia sido -113. Já a construção civil teve uma pequena desaceleração de -5,72% frente a dezembro do ano anterior, com saldo negativo de 1.052 postos. Apenas o setor de serviços, apesar do total negativo de 1.738 vagas, registrou um desempenho melhor na comparação com dezembro de 2010 quando 3.66 postos deixaram de existir.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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