A Caixa Econômica Federal lançou na segunda-feira uma nova linha de crédito de R$ 1 bilhão para financiamento de materiais de construção. O crédito será feito através da linha “Crediário Caixa Fácil”, que será contratado nas próprias lojas do setor.
O valor máximo do financiamento será de R$ 10 mil e o prazo de pagamento de até 24 meses. O cliente poderá escolher a data de vencimento da primeira prestação em até 59 dias após a contratação, e o pagamento poderá ser feito por meio de boleto bancário ou débito em conta corrente. A linha terá taxas de juros prefixadas e flexíveis.
Somados os recursos da linha com o disponível pelo Construcard -linha onde o cliente obtém junto à Caixa um cartão para realizar as compras de materiais de construção-, o banco planeja financiar R$ 5 bilhões para o setor no próximo ano.
Para poder oferecer a linha de crédito, as lojas precisam assinar convênios com a Caixa. Ontem foram assinados convênios e contrato com as lojas Dicico, Casas Próprias e Certel. Além disso, a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) fechou um acordo com o banco para divulgar a linha entre os associados.
“Nosso objetivo é expandir o volume de concessão de crédito no segmento, atendendo as necessidades do público de menor renda, com taxas bastante competitivas. Mais uma vez, a Caixa está alinhada à política do governo federal, que recentemente propôs a ampliação do prazo de redução de IPI até 2010”, disse o vice-presidente de Pessoa Física do banco, Fábio Lenza, em comunicado.
Mercado nas costas
O financiamento de imóveis dentro do programa Minha Casa, Minha Vida poderia ser muito maior, na avaliação do vice-presidente da Caixa, Jorge Hereda, se o banco não tivesse que suprir a falta de crédito em outras instituições financeiras no segmento habitacional no período mais crítico da crise internacional. “No meio da crise, tivemos que carregar o mercado inteiro nas costas”, disse em entrevista nesta quinta-feira em São Paulo para comentar o recorde em financiamentos habitacionais da Caixa, que atingiu R$ 39,3 bilhões em empréstimos até novembro, quase o dobro do ano passado, beneficiando 756.507 famílias.
O programa federal, no entanto, contratou até o mês passado 176.379 unidades, montante bem aquém da meta de um milhão de moradias. Para Hereda, no entanto, o objetivo será cumprido até o final de 2010 -último ano do governo Lula, que nunca estipulou um prazo oficialmente- se a Caixa “não tiver que fazer a parte de outros bancos”, referindo-se principalmente aos empréstimos com recursos da poupança.







