Com a chegada do Ano Novo e em meio à instabilidade na economia mundial, é o momento de organizar e planejar os gastos. Separar o imprescindível do supérfluo, priorizar alimentação, educação e vestuário são algumas das dicas importantes para manter as finanças sob controle. Em plena era do consumo, o grande perigo é gastar mais do que se ganha, principalmente com a aquisição de itens desnecessários.
Uma das grandes armas do comércio para incentivar os gastos são as diferentes ofertas, lançadas em épocas comemorativas ou não. De acordo com economistas e consultores financeiros, o essencial na hora de começar a fazer o planejamento financeiro dos próximos meses é pontuar o que é necessidade e o que é apenas cobiça. “Em um período tão difícil, o recomendável é que a família estabeleça aquilo que é prioridade, como a quitação das dívidas, e de preferência aquelas que tenham juros maiores”, observou a economista e supervisora técnica do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em Manaus, Alessandra Cadamuro.
Segundo a economista, outra maneira para impedir o descontrole com os gastos é evitar o uso de cartões e cheques no início do ano por conta do tradicional aumento no valor das taxas de tributos como o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), além dos gastos com o material escolar e a matrícula dos filhos.
Para famílias com renda de até três salários mínimos, o gasto primordial é com a alimentação. “Quem recebe essa faixa salarial tem um peso maior com a alimentação. Aproximadamente 1/3 da renda é destinada aos gastos alimentícios. É um peso grande em comparação a quem recebe mais de três salários mínimos”, salientou Alessandra.
Ainda para as famílias que recebem três salários mínimos e que têm prestações de carros e apartamentos, devem objetivar a quitação dessas dívidas, escolhendo a mesma data para o vencimento de ambas.
Saber quais são as próprias limitações também é importante na hora de controlar as finanças. A economista alertou que fazer anotações do quanto foi gasto e do quanto foi recebido é fundamental na hora de finalizar os cálculos. “Assim também fica ainda mais fácil de não esquecer aquela dívida que já foi adquirida há bastante tempo”, ressaltou, lembrando que a atividade deve ser uma rotina.
Nada de supérfluo
Para obter saldos positivos na conta bancária em 2009, é preciso antes de tudo, analisar o quanto é possível poupar mensalmente. Depois de priorizar gastos com alimentação, educação e vestuário (apenas o necessário), o primeiro passo é limitar as contas com o supérfluo para saber quanto pode sobrar no fim do mês. “Despesas com presentes, confraternizações ou coisas do tipo, em período de fim de ano, por exemplo, devem ser reduzidas para sair ganhando”, enfatizou Alessandra.
A economista também indicou que ao fazer pagamentos de contas básicas não é preciso fazê-los de uma vez só, mas começar pela quitação das dívidas mais urgentes, o importante é nunca deixar acumular faturas para o mês seguinte. Isso pode comprometer o orçamento familiar para todo o próximo ano.







