Diante das inúmeras mazelas que a mídia já veiculara, uma coisa é certa: nunca saberemos qual será a última. Diante de um cenário onde um avião é assaltado em pleno aeroporto; outro é derrubado pela PF, ambos com dólares e diante de outros fatos estarrecedores como o constante roubo de cargas que parece ser uma epidemia; custa-nos crer que tais criminosos possam ser tratados como seres humanos com a plena consciência dos ilícitos que praticaram.
Num País onde as riquezas foram dilapidadas; inúmeras praias se tornaram depósito de lixo e outras esgotos a céu aberto; fazendas produtivas invadidas por vagabundos sustentados pelo dinheiro público, escolas destruídas, hospitais imundos, crescimento assustador de favelas, inchaço populacional nas capitais; advindo deste cenário a violência; é óbvio que a descrença tomara conta de todos os segmentos. Agrega-se a esses fatores a conhecida omissão dolosa dos governadores que há décadas se preocuparam com outros objetivos escusos, esquecendo-se dos bens maiores que sempre foram o povo, a classe trabalhadora e os empresários, ou seja, aqueles que pagam tributos para sustentar a máquina pública existente em todas as instituições e poderes. Não é sem motivo que das 50 cidades mais violentas do mundo 17 estão localizadas no Brasil; sendo que o levantamento leva em consideração a taxa de homicídios por cada 100 mil habitantes. Manaus aparece na 34ª colocação, sendo que em 2016 ocupava a 46ª. A taxa de homicídios crescera 38,25% em 2017 o que se nos afigura de difícil explicação. Contudo, o trabalho da Secretária de Segurança fora elogiado pela transparência na apresentação dos dados, conforme relato do estudo e não pelo combate à marginalidade que crescera. Esperamos que este ano tenhamos resultado mais satisfatório e que medidas na defesa do povo sejam implementadas com eficiência e resultados em benefício de todos.
Infelizmente várias de nossas capitais clamam por socorro há anos, face às gravíssimas questões de segurança que geram a perplexidade de todos NÓS, não só porque pagamos impostos, mas porque se trata de um direito constitucional. Afinal, não se pode esperar a chegada do caos com assassinatos de policiais militares e uma população refém dos criminosos para que se adotem medidas eficientes. Se hoje dependemos de mecanismos que operam em vários esferas do setor público devem estes ter padrões morais e éticos a serviço dos beneficiários e usufrutuários, onde prevaleça sempre a transparência. Assim, vive o Brasil uma crise de comportamento, outra de ideologia que conduz ao ódio e outras muitas fruto da omissão, desídia e da incompetência. E, assim, caminharemos para uma eleição que se nos afigura como uma incógnita. Mas viveremos todos.






