Candidatos acirram disputa pela única vaga para o Senado pelo Amazonas

Em: 26 de agosto de 2022

MARCELO PERES

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Neste início de campanha, a disputa ao Senado nas eleições do Amazonas sinaliza que será muito acirrada. Os novos postulantes disputam a única vaga para o cargo nas eleições de outubro deste ano. As outras duas vagas continuam com o senador Eduardo Braga (MDB-AM) e Plínio Valério (PSDB-AM), que ainda cumprem o mandato em Brasília.

Omar Aziz (PSD-AM) tenta a reeleição, mantendo pelo menos 29% das intenções de voto, segundo a última pesquisa realizada no Estado, seguido por Arthur Neto (PSDB), 25%; Coronel Menezes (PL), com 12%, este último o maior articulador da campanha do presidente Jair Bolsonaro no Amazonas

O cenário tem ainda Luiz Castro (PDT), Pastor Peter Miranda (Agir), Marília Freire (Psol) e Bessa (Solidariedade). O último levantamento aponta Castro com 8% na preferência do eleitorado. Miranda, com 4%, Marília (2%) e Bessa (1%).

Portanto, em tese, Omar Aziz tem as maiores chances de ser reeleito para um mandato de mais oito anos em Brasília, segundo analistas. O senador ficou sob os holofotes presidindo a CPI da Pandemia no Senado, algo que o fortalece para uma possível nova vitória em 2022.

Aliás, a crise sanitária que se abateu sobre o Brasil, em especial no Amazonas, foi um pano de fundo para políticos angariarem mais votos nas novas eleições.

Na época, a atenção do país se voltou para os trabalhos da comissão, servindo de palanque para lideranças como Omar e outras celebridades políticas nacionais para trabalharem com antecedência as suas estratégias já de olho no próximo pleito.

Advogado e sociólogo, Carlos Santiago avalia que os votos do interior do Estado serão extremamente importantes para definir quem ficará com a cadeira. “Ele (Omar) aposta na aliança política com o PT de Lula para continuar no cargo”, ressalta o especialista.

Apesar do grande tráfico de influência, a liderança de Arthur Neto ficou abalada com uma gestão na prefeitura marcada por muita turbulência e o assassinato envolvendo seu enteado, corroborando para o desgaste de sua imagem.

Grande aliado de Bolsonaro, o Coronel Menezes pode crescer durante a campanha. Foi candidato nas eleições para a prefeitura com apoio do presidente. Ocupou a superintendência da Suframa, um cargo de confiança, mostrando que tem grande proximidade com o presidente, deixando-o com um coringa na mão para reverter o atual cenário político favorável a Omar Aziz.

Luiz Castro tem pelo menos 30 anos de vida pública. Já foi prefeito por duas vezes no interior do Amazonas, deputado estadual, mas não demonstra ainda a mesma força de Omar, Arthur Neto e do Coronel Menezes, apontam sociólogos.

Por ora, tudo conspira para a reeleição de Omar Aziz. Ele deve continuar ocupando a única cadeira para o Senado do Amazonas a partir do próximo ano.

OS CANDIDATOS AO SENADO PELO AMAZONAS:

Omar Aziz (PSD):

Engenheiro, Omar Aziz Nasceu na cidade de Garça, interior de São Paulo. Aos 13 anos, passou a morar com a família em Manaus. já foi governador do Amazonas entre 2010 e 2014. O primeiro cargo eletivo foi em 1990, como deputado estadual. Foi vice-prefeito de Manaus entre 1997 e 2002. Em seguida, foi vice-governador do Amazonas entre 2003 e 2010. Em 2014, foi alçado a Senador pelo Amazonas.

Arthur Neto (PSDB):

Arthur Virgílio Neto é diplomata e foi prefeito de Manaus por três mandatos. Foi senador da República entre 2003 e 2011. Também foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, e deputado federal.

Bessa (Solidariedade):

Elissandro Amorim Bessa é natural de Manaus. É formado em Logística e tem pós-graduação em administração pública. O candidato já trabalhou como vendedor e taxista. Na administração pública, já ocupou cargos na SMTU e no Manaustrans e foi diretor comercial na Cooperativa de Consumo dos Taxistas de Manaus. Em 2016, foi eleito vereador de Manaus e reeleito em 2020.

Coronel Menezes (PL):

Coronel de reserva do Exército Brasileiro, Alfredo Alexandre de Menezes Júnior, o Coronel Menezes, é manauara e estudou no Colégio Militar de Manaus e na Academia Militar das Agulhas Negras, onde cursou Arma de Engenharia.

Em 2010, migrou para a iniciativa privada na gerência de uma instituição financeira e, também foi superintendente da  Suframa..

Luiz Castro (PDT):

Com mais de 30 anos de atuação política, tendo dois mandatos como prefeito de Envira e outros cinco mandatos seguidos como deputado estadual, esta é a segunda vez que Luiz Castro concorre a Senado da República.

A primeira vez foi em 2018, quando era integrante do partido Rede Sustentabilidade e obteve mais de 581 mil votos, sendo o segundo candidato com maior número de votos válidos em Manaus (mais de 418 mil votos).

Marília Freire (PSOL):

Oficial de justiça há 15 anos, Marília Freire disputará uma vaga ao Senado pela primeira vez. Antes de entrar na política partidária, ela se dedicava a ações contra a violência obstétrica, o direito da população LGBQIA+ e trabalhadores domésticos.

Peter Miranda (Agir):

Natural de Caruaru, Pernambuco, Peter Miranda é pastor e está em sua primeira campanha. É presidente do Agir no Amazonas, presidente da Câmara de Comércio Brasil/Panamá, bacharel em Teologia pela University of Central Florida Orlando. É bacharel em Direito pela USF (Universidade de São Francisco). E foi secretário de Segurança, de Trabalho e Agricultura, vivenciando as peculiaridades de todos os Estados brasileiros, conhecendo também as condições socioeconômicas dos outros 61 municípios amazonenses.

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Planejamento como aliado dos novos negócios 

Foto: 2608_A7b

Crédito: Divulgação

Legenda: Planejamento é fundamental para o êxito de um novo negócio

Andréia Leite

Insta: @andeia-leite_  Twitter: @JCommercio

Os dois últimos anos têm sido de turbulência para a economia brasileira. Embora os números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelem que a  taxa de desemprego no Brasil tenha diminuído para 9,3% no segundo trimestre de 2022, como menor índice para o período desde 2015, o fantasma do desemprego atinge 10,1 milhões de pessoas. 

O cenário tem levado parte dos brasileiros a investir no próprio negócio. Para muitos também o mercado formal deixou de ser atrativo, o que tem impulsionado o pedido de desligamento voluntário. Nos últimos seis meses de 2022, o Amazonas registrou crescimento de mais de 58% sobre esse tipo de demissões. Entretanto, essa saída do mercado de trabalho, vai além da força de vontade de empreender, requer planejamento.

São quase 3 milhões de brasileiros que deixam de fazer parte do seguro de vida coletivo e previdência privada empresarial oferecidos pela empresa, reduzem suas contribuições à previdência social (e assim reduzem sua aposentadoria social). E que estão  extremamente vulneráveis e abertos a falar sobre proteções e acumulação.

“Eu percebo que quando as pessoas se tornam profissionais autônomos elas tem um problema que é a falsa sensação de ganhar mais e de gerar mais dinheiro, porque deixam de ter os tributos, mas  precisam fazer tanto as proteções quanto a acumulação financeira até então via INSS de maneira privada e acabam não fazendo dessa maneira”, mencionou o especialista em seguros, Luciano Tane. 

Segundo o especialista, cerca de 80% das pessoas não fazem nenhum tipo de planejamento antes de abrir um negócio, o que é uma falha, porque esse é um caminho que  precisa estar bastante preparado para arriscar. 

Neste cenário, os seguros entram como complemento. Muitas vezes ele é o protagonista do empresário, pois ele que vai suportar os altos e baixos do empresário dentro as condições elaboradas pelas seguradoras,  caso ele precise se afastar da empresa, seja por motivo de doença ou acidente. “O seguro que vai proteger o patrimônio que essa pessoa construiu ao longo da vida, os seguros de vida (proteção para si) são essenciais”. 

Os desafios do empreendedor é planejar-se para longevidade, conforme o presidente do Sincor – AM/RR (Sindicato dos Corretores de Seguros) e especialista em gestão financeira,  Érico Parente. Ele enfatizou sobre a necessidade de todo empreendimento contar com planejamento financeiro como calcular o risco do negócio caso dê errado e até mesmo os imprevistos. “Para que você se mantenha ativo até o decorrer de toda a sua vida é necessário ter saúde, mas se ocorrer um imprevisto como por exemplo um diagnóstico de doença grave ou um acidente, como a pessoa vai se proteger financeiramente? Pode acumular reservas financeiras como também comprar um capital de seguro de vida, de incapacidade temporária, uma cobertura de doença grave para se proteger dos imprevistos. Além disso, ter um planejamento adequado do recolhimento de renda para aposentadoria”. 

Outro caminho

Por outra ótica, Luciano Tane cita o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)  como o lado da seguridade social e do planejamento financeiro. Mas antes disso, ele deixou claro que quem   exerce atividade remunerada no Brasil, tem obrigação como cidadão contribuir para o INSS e não fazê-lo comete um crime de Sonegação de Contribuição Previdenciária, artigo 337-A do Código Penal. “Não é mais questão de querer ou não querer fazer as contribuições, é sua obrigação como cidadão”. 

“Começando pelo Planejamento Financeiro, costumo dizer (e provar em números) que é difícil ‘bater’ o INSS quando comparado ao investimento privado e levando em consideração uma pessoa de 35-40 anos e com contribuição mínima. As pessoas levam em consideração apenas a aposentadoria social, mas se esquecem que dentro do valor mínimo de contribuição também existe o seguro social como pensão por morte, renda por invalidez, auxílio acidente, auxílio doença, auxílio maternidade, auxílio reclusão e por aí vai! Todos esses benefícios têm um valor módico mensal”. 

Para Luciano Tane, a autarquia ainda é imbatível – mesmo com todos seus problemas, burocracias e desconfianças. “Os seguros privados entram para preencher esse déficit no planejamento financeiro. Do lado da seguridade social e pensando como um cidadão, dezenas de milhões de brasileiros sobrevivem com apenas um salário mínimo de aposentadoria graças às contribuições obrigatórias que foram descontadas de seus salários quando registrados como CLT ou pagos de maneira facultativa ao longo dos anos”, destacou.

Marcelo Peres

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