O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), descartou na sexta-feira que o resultado das pesquisas de intenção de voto influenciem a decisão do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), de sair candidato à sucessão presidencial de 2010.
Segundo Virgílio, a candidatura de Serra é “irreversível”. Após o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), ter aberto mão de disputar a indicação do PSDB com Serra, o governador de São Paulo teria informado aos caciques do partido que não negocia anunciar seu nome antes de 31 de março.
“É uma candidatura irreversível. Nós temos um projeto para o país e tem tempo que todos sabem que o Serra era uma das alternativas desse projeto e não mudou praticamente nada nas avaliações dele nas pesquisas. Essa avaliações são importantes, mas pesa mais o projeto”, disse.
Para o líder tucano, não há motivo para ter pressa em oficializar a candidatura de Serra. Virgílio negou que Serra tenha medo de confrontar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Isso é uma falácia. Não há razão para falarem isso. O Serra não tem medo de críticas até porque quem tem medo de ser criticado não pode ser candidato. Não tem diferença o possível surgimento de ataques agora ou em março”, afirmou o senador.
Apenas Deus sabe
Um dia depois de anunciar sua desistência de disputar a Presidência da República pelo PSDB em 2010, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), evitou comentar o assunto na sexta-feira.
Aécio disputava a indicação para a cabeça de chapa tucana com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). “Apenas Deus sabe o que o destino nos reserva”, afirmou ele durante discurso na solenidade para divulgar a ampliação da Helibras, no município de Itajubá (MG).
Na carta em que anunciou sua decisão, Aécio Neves deixou em aberto seu futuro político. “Ao deixar a condição de pré-candidato à Presidência da República, permito-me novas reflexões, ao lado dos mineiros, sobre o futuro.”
“Independentemente de nova missão política que porventura possa vir a receber, continuarei trabalhando para ser merecedor da confiança e das melhores esperanças dos que partilharam conosco, neste período, uma nova visão sobre o Brasil”, disse ele na quinta-feira.
Inicialmente, Aécio já sinalizou que pretende disputar o Senado e trabalhar pela eleição de seu vice, Antonio Anastasia, pré-candidato ao governo. Mas tucanos dizem que Aécio deixou a porta aberta para ser vice de Serra na chapa presidencial.
Plano B prevê Itamar
Apesar de líderes do PSDB, DEM e PPS afirmarem que a nova prioridade para a eleição de 2010 é convencer o governador Aécio Neves (PSDB-MG) a formar uma chapa pura com o governador José Serra (PSDB-SP), alguns caciques já começam a arquitetar um plano B para ser colocado em prática caso o tucano mineiro rejeite a composição.
Na avaliação de tucanos ligados a Aécio, uma alternativa seria o nome do ex-presidente Itamar Franco. Nos bastidores, líderes do PSDB dizem que há resistência dentro do partido a nomes do DEM para vice. Interlocutores do partido afirmam que o episódio do mensalão do DEM no Distrito Federal enfraqueceu a possibilidade dos democratas indicarem o vice para a chapa de Serra
Tucanos mineiros defendem que Aécio dispute o Senado para não correr o risco de ficar sem mandato e sem vitrine para ampliar sua imagem nacionalmente.






