A produção metalúrgica no Amazonas avançou 15,3% em abril no comparado aos três primeiros meses deste ano, superando as estimativas dos empresários locais de que o setor ultrapassaria o volume total produzido no ano passado apenas no fim do primeiro semestre.
Os investimentos setoriais até abril, US$ 302.061 milhões, já superam em 7,55% o total investido no ano passado, considerado até então recorde histórico absoluto. Na comparação a igual período de 2007, a compra de novos maquinários, softwares e contratação de mão-de-obra especializada fizeram a metalurgia crescer 4,91%, embora o ritmo de expansão nos primeiros quatro meses deste ano (média de 5,3% ao mês) seja superior à média mensal (3,3%) registrada em 2007.
O presidente do Sinmem (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas de Manaus), Athaydes Félix Mariano, citando os indicadores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), disse que o setor tem a maior parte da produção, venda e faturamento consolidados junto às indústrias do pólo de duas rodas, para as quais são destinados mais de 85% das partes, peças e acessórios produzidos. O executivo explicou que o comportamento favorável da atividade em abril foi resultado do incremento acumulado nos últimos três meses de 38,61% na demanda fabril das principais empresas do pólo de duas rodas. “O adensamento da cadeia produtiva do pólo de duas rodas com a chegada de nove empresas do setor metalúrgico vai proporcionar grande força às fábricas dos bens intermediários. Por isso, nossa estimativa é que a metalurgia amazonense cresça entre 75% e 80% e estabilize uma média de crescimento de 3% ao mês até o fim do ano”, acrescentou Mariano.
Momento positivo
Na opinião do diretor-presidente da empresa Aços da Amazônia, David Macedo, o setor metalúrgico foi impactado pelo bom momento da indústria de duas rodas, cuja média de crescimento anual (22%) vem puxando o setor das estamparias (empresas que compram aço e o transformam em peças finais), que por sua vez incrementa as vendas da matéria-prima (commodity) no mercado local. “Como o aço teve aumento no início de junho oscilando entre 20% a 22% e ainda estão previstos pelo menos três reajustes até o fim do ano, é possível que a metalurgia local registre um recorde histórico absoluto de faturamento este ano”, ressaltou.
Com relação ao aumento da commodity, Macedo frisou que o preço do mercado interno está acompanhando as seguidas tendências de alta observadas em nível mundial. “Em julho, a alta prevista é de 15%, enquanto para agosto a estimativa é de que o aço alcance mais 15%. É fato que, até o fim do ano, a commodity deva alcançar, sem dúvida, alta superior a 50% no acumulado”, assegurou.






