Na análise do economista Sylvio Mário Puga Ferreira, presidente do Corecon AM/RR (Conselho Regional de Economia para os Estados Amazonas e Roraima) a carga tributária e os entraves com a logística são uma pedra no sapato dos empresários da região norte, principalmente para os que atuam em Manaus. Segundo o economista, a tão sonhada reforma tributária, não somente simplificaria, como também permitiria ao consumidor ter acesso a uma gama de informações, facilitando o entendimento sobre o preço final dos produtos ou serviços oferecidos.
“A estrutura da carga tributária do país é bastante alta. Sua simplificação seria sentida no bolso do consumidor e na contabilidade dos empreendedores, facilitando o entendimento sobre o preço final dos produtos e serviços” observou o presidente do Corecon AM/RR.
A simplificação da cadeia tributária, exoneração da produção, fazer com que efetivamente o imposto tenha um grau de lucratividade são fatores que, para Sylvio Puga, tornaria a estrutura da macroeconômica mais compromissada com toda a população. Como a reforma não acontece, para Puga, a criação do Simples Nacional foi a forma encontrada pelo governo federal para aliviar o peso carregado pelos empresários do país. Mesmo vista de forma positiva, o novo sistema que reúne os principais impostos, deveria estar acoplado com uma reforma geral, diz o economista. “O Simples Nacional é um avanço para o país, não tenho dúvidas que o sistema veio ajudar certa parcela dos empreendedores, mas, a verdade é que, junto com o Simples, deveria vir uma forma completa”.
Os gastos com a logística de transportes também foram abordados pelo presidente do Corecon AM/RR como um entrave enfrentado pelos empresários, que acaba onerando no preço dos predutos. Seja a matéria-prima ou produtos já preparados para o consumo vindo para Manaus de outras regiões do país, tem em seu valor cálculos elevados para que haja assim, o lucro de mercado. A questão justifica até mesmo os produtos produzidos na ZFM (Zona Franca de Manaus) que tem seus insumos importados de outras localidades. “A raiz da economia está no consumo. Nos EUA por exemplo, o governo dá um bônus para a população, incentivando o consumo interno. No Brasil, acontece o contrário, pois pessoas físicas e jurídicas são mais afetadas pela carga tributária, o que acaba desestimulando o consumo” comparou Puga.
“Logística causa
interferência”
A afirmação é do diretor executivo da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) Flávio Dutra. “A nossa situação logística tem uma interferência muito grande nos preços. Tanto os componentes vindos de fora como os produtos que saem de Manaus com destino às demais regiões sofrem essa influência” disse Flávio Dutra.
O fato de o Amazonas não ser produtor de itens de primeira necessidade também é determinante, porque pressiona o custo da cesta básica. Mesmo diante da alta projetada para a inflação, a Fieam continua apostando no crescimento das vendas do PIM, porque o comércio cria alternativas para alcançar o consumidor que antes tinha dificuldades de comprar determinados produtos.
Esta coluna é uma publicação diária e elaborada
pela CDL-Manaus
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