Carteira de crédito deve subir 25% no ano, diz Unibanco

Em: 7 de agosto de 2008
O Unibanco estimou na quinta-feira que deve fechar o ano com um crescimento de 25% na sua carteira de crédito. Ao final do primeiro semestre, a carteira fechou em R$ 68,991 bilhões, com alta de 33,6% sobre a mesma data de 2007.
O Unibanco estimou na quinta-feira que deve fechar o ano com um crescimento de 25% na sua carteira de crédito. Ao final do primeiro semestre, a carteira fechou em R$ 68,991 bilhões, com alta de 33,6% sobre a mesma data de 2007.

O Unibanco estimou na quinta-feira que deve fechar o ano com um crescimento de 25% na sua carteira de crédito. Ao final do primeiro semestre, a carteira fechou em R$ 68,991 bilhões, com alta de 33,6% sobre a mesma data de 2007.
“Começamos o ano com uma previsão entre 20% e 25% de alta, e agora acreditamos que vai fechar no topo dessa expectativa”, disse o vice-presidente corporativo do Unibanco, Geraldo Travaglia, durante a conferência de resultados do segundo trimestre.
O Unibanco obteve lucro de R$ 756 milhões no segundo trimestre de 2008, 18,5% maior do que em igual intervalo de 2007.
Os setores que mais puxaram a alta da carteira de crédito do Unibanco até o momento -financiamento de automóveis e imobiliário, micro e pequenas empresas e consignado de originação própria- deverão se manter nessa posição até o final do ano, embora a expectativa seja de que seus índices de crescimento devam ser bem menores até lá.
Segundo Travaglia, essa redução é causada pela alta dos juros -que afetam especialmente as linhas de crédito com taxas menores, como as de automóveis, imobiliário e de atacado. “Mas ainda estamos com um crescimento sólido”, ressaltou Travaglia.
A expectativa é de fechar o ano com altas na carteira de crédito de 40% para autos, 30% para pequenas e médias empresas, 45% para o setor imobiliário, 35% para consignado de originação própria e de 15% a 20% para atacado.
As previsões do Unibanco para a carteira de crédito são menores do que as da concorrência, segundo Travaglia, porque o banco adota uma postura mais conservadora na liberação dos financiamentos -o que, inclusive, garante a manutenção da taxa de inadimplência na casa dos 3,7% nos últimos quatro trimestres.
Um exemplo citado por ele é no setor de automóveis. “Quanto maior o risco (no financiamento), mais próximo fica da bolha estourar. Por isso priorizamos o financiamento de carros novos, veículos de frota e com prazo máximo de 48 meses. Também não temos foco em lojas multimarcas. Usados, só se for o que o cliente deixou na concessionária como parte do pagamento de um carro mais novo”, disse.
O índice de inadimplência (dívidas) para financiamento de automóveis no Unibanco está em 3%, índice considerado muito positivo pelo banco.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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