Cartilha orienta sobre certificação de alambique

Em: 24 de setembro de 2009
O Sebrae, junto com o Inmetro, quer aumentar o número de produtores que produzem cachaça artesanal de alambique com certificação de qualidade
O Sebrae, junto com o Inmetro, quer aumentar o número de produtores que produzem cachaça artesanal de alambique com certificação de qualidade

O Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), junto com o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), quer aumentar o número de produtores que produzem cachaça artesanal de alambique com certificação de qualidade. Para isso as duas instituições desenvolveram a Cartilha de Certificação da Cachaça de Alambique. A publicação já está disponível. O produtor de cachaça interessado em esclarecer dúvidas sobre a certificação da sua marca pode adquirir a cartilha no Sebrae do seu Estado.
A publicação é resultado do PNCC (Programa Nacional de Certificação da Cachaça), desenvolvido pelo Sebrae e Inmetro em conjunto com o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). O material aborda de forma didática questões como o que é a certificação, sua importância, como produzir e proceder para certificar a cachaça, requisitos de responsabilidade social, saúde, segurança e meio ambiente, legislação, entre outras.
A partir do estabelecimento da parceria com o Mapa, o Inmetro publicou o RAC (Regulamento de Avaliação da Conformidade) para a cachaça. O objetivo é reconhecer a marca, por meio do Selo de Identificação da Conformidade, das cachaças produzidas corretamente, quer nos aspectos técnicos, quer nos legais, sociais e ambientais. “Com esse reconhecimento, os produtores têm melhores chances de competir com marcas já consagradas tanto no mercado nacional quanto no internacional”, afirmou o técnico da unidade de agronegócios do Sebrae, Aníbal Sales Bastos. De acordo com o técnico, há 44 pequenas empresas que produzem cachaça artesanal certificadas pelo PNCC.

Visão dos produtores

“A certificação de conformidade não é obrigatória para o setor”, lembrou o produtor Euler Chaves, de Minas Gerais. Porém, ele defendeu que o reconhecimento deveria ser obrigatório para que cada vez mais sejam inseridos nos mercados produtos brasileiros de qualidade. “Em 2008 senti o desejo de mostrar para o meu consumidor que o produto da Prazeres de Minas era certificado”, afirmou. O produtor contou inicialmente com o apoio do Sebrae e do SindBebidas (Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais). “O Sebrae pagou 50% do valor da certificação e eu a outra metade”, destacou.
Esse apoio financeiro que o Sebrae oferece é o bônus de certificação. Quando se trata de cooperativas, a instituição arca com 70% dos custos total da certificação. Quando a empresa é individual, o valor do bônus corresponde a 50%. “O Sebrae também fornece, quando necessário, consultorias tecnológicas”, explicou a técnica da unidade de inovação e tecnologia do Sebrae, Hulda Oliveira Giesbrecht.
Na opinião do produtor Euler e do gerente geral de operação da Fazenda Vale Verde, Rafael Gonçalves Horta, os consumidores ainda não possuem muito conhecimento sobre a questão da certificação. “É preciso que haja maior divulgação para os consumidores. A maioria não sabe que a certificação é resultado da boa execução de todos os processos que exige a produção da cachaça. São procedimentos que muitas vezes encarecem o produto” afirmou Horta, que gerencia a fazenda localizada na cidade de Betim (MG).
“A pequena propriedade comercializa a cachaça que produz para quase todos os Estados do país e a bebida que sai de lá foi considerada a melhor do Brasil pela Revista Playboy”, contou Horta. A cachaça Vale Verde adquiriu sua certificação em junho em 2007, por meio do PNCC.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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