Casa da Pamonha tem mercado promissor

Em: 7 de março de 2008
O negócio se tornou tão promissor que um ano depois as irmãs abriram mais uma Casa da Pamonha, agora no Dom Pedro. E, em pouco tempo, mais uma unidade na Djalma Batista.
O negócio se tornou tão promissor que um ano depois as irmãs abriram mais uma Casa da Pamonha, agora no Dom Pedro. E, em pouco tempo, mais uma unidade na Djalma Batista.

Quando as irmãs El­zira e Wanda Martimiani estavam em São Paulo, trabalhando com­ confecções, nem em­ sonho imaginavam vir­ para Manaus, e mais ain­da, se transformar em­ empresárias na capital amazonense.
A história das irmãs paulistas na cidade começou a se delinear no início da década de 1990, através de seu irmão, que já morava por aqui. O irmão, saudoso dos tempos da infância, lembrava quando os três saboreavam delícias feitas de milho: pamonha, bolo, curau (a mesma canjica), pão, salgados, cuscus, na fazenda em que moravam no interior de Minas Gerais e sentia falta desses produtos nos bares, lanchonetes e restaurantes locais.
Foi então que sugeriu às irmãs que viessem para cá e abrissem uma casa na qual fizessem produtos de milho verde. “Ele disse que iría­mos ganhar dinheiro porque não existiam casas do gênero por aqui. Acreditamos nele e viemos”, contou Elzira.
Surgia assim, em 1993, a Casa da Pamonha, no Parque Dez, servindo café da manhã com produtos feitos à base de milho verde. O negócio se tornou tão promissor que um ano depois as irmãs abriram mais uma Casa da Pamonha, agora no Dom Pedro. “Ela ficava numa loja e eu na outra”, lembrou Elzira. Pouco tempo depois, mais uma loja, desta vez, na Djalma Batista.

Cozinha mineira e amazônica se misturam

Com três lojas na cidade, as irmãs, com a tranquilidade característica dos mineiros, viram que seu empreendimento es­tava crescendo rápido demais, além do imaginado, e resolveram centralizar todo o negócio numa única loja no centro, em 1995. “Ela saiu da sociedade e eu assumi a Casa da Pamonha sozinha a partir de então”, disse Elzira.

União das
cozinhas
“Em todas as casas que abrimos o sucesso foi imediato, com o ambiente ficando lotado para o café da manhã”. Desde o início, Elzira só fez aprimorar uma técnica básica de quem trabalha diretamente com o público: ouvir o que este tem a dizer e, na medida do possível, atendê-lo, segundo ela. “Mesmo o milho verde fazendo sucesso para um público que não tinha costume de comê-lo no café da manhã, começaram a surgir pedidos de produtos da região como a tapioca, o pão com tucumã, a banana frita, o bolo de macaxeira, coisas que eu não sabia fazer, mas tive que aprender para satisfazer aos meus clientes”.
A incipiente empresária lembrou que teve até uma certa dificuldade em lançar o pão com tucumã, pois achava muito estranha aquela combinação.

Comida vegetariana entra no cardápio

Consolidada a união da cozinha regional mineira com a cozinha amazônica, Elzira verificou que o mercado ainda tinha bastante espaço para ampliar os seus negócios e, empreendedora, buscou um outro segmento não muito comum na cidade: os alimentos vegetarianos.
“Eu observei que vários dos meus clientes vinham tomar o café da manhã depois das 10h, até às 11h ou meio-dia, ou porque gostavam dos produtos ou porque não queriam realmente comer a comida tradicional do almoço. Resolvi estender o horário de atendimento, mas queria ser diferente dos demais restaurantes aqui do centro. Foi então que surgiu a idéia de criar um cardápio vegetariano. Fui até São Paulo especialmente sondar o que poderia servir no restaurante e quando voltei, fui logo colocando para funcionar. Com isso, ocuparia o horário do almoço e poderia estendê-lo até à tarde, quando as pessoas querem comer novamente, mas agora, um lanche”.

Visão para
os negócios

Mais uma vez Elzira mostrou que tinha visão para os negócios. Seu estabelecimento passou a abrir às 7h e encerrar o atendimento às 19h sem parar de receber clientes. “Um dos segredos para o sucesso, eu posso contar, é você manter a qualidade tanto no atendimento quanto nos produtos. O cliente é exigente mas, na medida do possível, você tem de atende-lo. Com isso, ele se mantém fiel”, ensinou.
Atualmente, o cardápio da Casa da Pamonha dispõe de aproximadamente 45 itens, todos permanentemente feitos e testados pela própria Elzira. “As receitas, principalmente dos produtos do café da

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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