O governador quer a devolução de um total de R$ 192 milhões -sob responsabilidade do governo federal- e impedir a cobrança do pagamento da dívida do Beron (Banco do Estado de Rondônia) com a União.
“Não queremos o perdão da dívida. Mas a revisão da dívida. Não quero esmola”, afirmou Cassol, após ingressar com a ação. “A gente espera justiça e ela vai dar o que é de direito do povo de Rondônia”, reiterou.
Na última sexta-feira, o Senado entrou com um mandado de segurança no STF, com pedido de liminar, na tentativa de assegurar os efeitos do projeto de resolução -aprovado pelos senadores-, que determinou a suspensão temporária -por 270 dias- do pagamento da dívida do Beron com a União.
“O que nós precisamos é que o governo federal respeite a soberania do Senado e do povo de Rondônia”, disse o governador. “Queremos é poder deixar um legado positivo (para os sucessores), não uma dívida”, acrescentou.
Cassol disse também que quer a renegociação da dívida global do Estado de Rondônia. Porém, antes, afirmou que pretende ver resolvida a questão do Beron.
Inicialmente, a dívida totalizava R$ 5 bilhões e mais pagamentos mensais de R$ 10 a R$ 12 milhões que se referiam à liquidação do Beron. Atualmente, a dívida está avaliada em aproximadamente R$ 600 milhões e parte dela foi contraída na época em que o Beron foi administrado pelo Banco Central.
Falta de investimentos
O governador de Rondônia, Ivo Cassol, criticou duramente a falta de investimentos federais em seu Estado e afirmou que o governo faz promessas, mas tem dificuldades para colocá-las em prática.
“A turma deles (dos integrantes do governo) é boa de bico”, afirmou Cassol, após ingressar com uma ação no Supremo Tribunal Federal contra a União na tentativa de suspender o pagamento de uma dívida do Beron com a União.
Corte nas emendas
Esquivando-se de opinar sobre o eventual corte de 50% nas emendas parlamentares de bancada -como alternativa para compensar parte da perda da arrecadação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), o governador disse que nos últimos cinco anos “não soube” o que isso representa.
“Não sei o que é emenda de bancada nem individual. Não tem investimentos (federais)em Rondônia”, afirmou o governador .
Segundo Cassol, não há discriminação em relação a Rondônia, mas “dificuldades” em executar o que é prometido. “Não que digo que existe discriminação. Mas a equipe do governo federal tem dificuldades de colocar em prática [o que é prometido]”, afirmou.







