Os telefones celulares fabricados no PIM (Polo Industrial de Manaus) têm perdido espaço no mercado externo, apesar da elevação de 27,24% na produção de janeiro a julho, em comparação a igual período de 2010, segundo dados da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
De acordo com dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), até agosto, a exportação do produto resultou em cifras de US$ 56,11 milhões, retração de 78,83% ante mesma temporada do ano anterior, quando foram obtidos US$ 265,07 milhões.
Na época, houve um acréscimo de US$ 39,52 milhões na passagem de julho para agosto. Atualmente, esta diferença foi de apenas US$ 3,84 milhões.
O presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antônio Silva, argumenta que em função da desvalorização do dólar, o item ‘cedeu’ espaço para os concentrados de bebidas, cuja fatia já é de 17,23% no resultado total do estado (US$ 579,26 milhões). Embora tenha registrado uma queda diante dos dados de 2010, a diferença é de apenas US$ 383,11 mil, com US$ 99,78 milhões contra US$ 100,17 milhões. “O concentrado cresceu em função da queda do celular. Mas isso é sazonal, não tem perenidade”, avaliou Silva.
Conforme o presidente Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas) e do Sinaees/AM (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos Eletrônicos e Similares do Estado do Amazonas), Wilson Périco, os principais fatores que resultaram na queda do aparelho de comunicação foram a concorrência com os produtos chineses, a taxa cambial, além do dólar barato que, segundo ele, resulta em um barateamento dos produtos feitos no exterior e aumento dos custos em reais.
Para que os números de exportação no Amazonas parem de diminuir, Périco salienta que “é necessário garantir a competitividade no mercado interno onde também estamos perdendo, em muitos segmentos, para os produtos importados da china. Depois temos que ter uma redução bastante significativa dos custos internos para voltarmos a ser competitivos no mercado exterior”.
Investimentos
O dirigente do Cieam responde que “as exportações de produtos manufaturados perdem muita competitividade por conta dos custos internos no Brasil, no caso da ZFM isso fica ainda pior por conta dos custos logísticos e da falta de infraestrutura logística”.
Por meio de assessoria, a Seplan (Secretaria de Planejamento do Estado do Amazonas) responde que está trabalhando para resolver este problema, com a instalação do Porto das Lajes e do Novo Porto de Manaus, localizado na área da Siderama, cujo investimento é na ordem de R$ 300 milhões, com prazo de dois anos para construção. “O processo licitatório encontra-se em estágio avançado. Considerando que as obras tenham início no final deste ano, o Porto estaria pronto para operação a partir do final de 2013/início de 2014”, destacou.
A declaração ressalta que, no âmbito federal, os Terminais de Cargas Aéreas do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes também sofrem reformas para atender a crescente demanda, principalmente quando é responsável pela 3ª maior movimentação de carga no país, atrás de Guarulhos e Viracopos.







