As vendas na Cnart (Central de Artesanato Branco e Silva) devem ultrapassar a ordem de R$ 900 mil em 2008, superando o resultado da comercialização do ano passado em 5,5%, quando o segmento obteve renda de R$ 853 mil. Na observação da diretora da Cnart (Central de Artesanato Branco e Silva), Arizaneide Leite, a elevação deve-se ao fato de a demanda pelos produtos regionais ter aumentado.
“A procura e a valorização do artesanato local tem sido satisfatória, o que é um incentivo para que os trabalhadores responsáveis pela produção se empenhem em produzir produtos de qualidade cada vez melhores”, destacou.
Na central de artesanato concentram-se 27 lojas, que juntas respondem pelo faturamento obtido do local. Segundo a diretora, nos pontos-de-vendas são comercializadas cestarias, biojóias, camisas, entre outros produtos que servem para divulgar a região.
De acordo com dados divulgados pela Setrab (Secretaria de Estado do Trabalho), a receita da Cnart vem apresentando crescimento em receita desde setembro. Dados da secretaria apontaram faturamento de R$ 56 mil em setembro, R$ 64 mil em outubro e, no mês passado, a comercialização das vendas das lojas instaladas no local geraram faturamento superior a R$ 65 mil.
Expectativa em alta
Arizaneide Leite disse acreditar que o faturamento deste mês deve se manter no mesmo patamar de novembro passado, devido ao número de visitantes e frequentadores do centro comercial.
Os dados da Setrab apontaram ainda o crescimento no número de pessoas que estiveram no local nos 11 primeiros meses deste ano. A média de visitantes, que oscilava entre 2.000 e 4.000 visitantes por mês, deu um salto para 5.000 visitantes no mês passado.
Segundo a coordenação da central, a visitação tanto por clientes locais, quanto de turistas vem crescendo. “Hoje a população amazonense está dando maior valor ao artesanato local, sem contar que os turistas ficam encantados com o trabalho dos artesãos amazonenses”, pontuou Arizaneide Leite.
Dados da secretaria de trabalho apontaram que o número de peças produzidas no mês de novembro atingiu a marca de 5.194 itens, superando em 7,5% a produção do mês de outubro, que foi de 4.829 produtos. No mês passado foram vendidos 12.312 produtos na central, transação 217,23% se comparado ao mês anterior, quando foram comercializados 3.881 itens artesanais.
Turista consome cerca de 80% da produção
A vice-presidente da Associart (Associação dos Artesãos do Estado do Amazonas), Marileide Araújo, informou que as vendas dos trabalhadores associados à entidade obtiveram crescimento de 30% em relação ao mês passado. “O volume de turistas no Estado vem aumentando consideravelmente, e eles são responsáveis por quase 80% da comercialização artesanato amazonense”, destacou.
Marileide Araújo disse ainda que o desempenho poderia ser maior se os associados tivessem apoio de entidades e órgãos públicos, já que sem incentivo fica praticamente impossível divulgar os produtos desenvolvidos pelos artesãos locais.
Segundo informações da Associart, atualmente existem 250 artesãos filiados a entidades, atuando em vários pontos da cidade.
Marca própria
Com atuação no mercado varejista há 16 anos, a Ecoshop, loja especializada na comercialização de produtos regionais, vem apresentando excelente desempenho no número de vendas, informou a sócia-proprietária da loja, Inês Daou.
A empresária atribui o desempenho ao destaque pela valorização e divulgação dos serviços que os produtos regionais vêm obtendo tanto por turistas, quanto pela própria população local. “A Ecoshop é pioneira na comercialização de itens do artesanato regional, e causou impacto quando entrou no mercado para divulgar, até então, um produto ainda desconhecido”, disse Daou.
A Ecoshop tem duas lojas em Manaus, uma no Amazonas Shopping e outra no Centro, onde são encontrados trabalhos como biojóias, suvenires e produtos amazônicos desenvolvidos por 250 artesãos, 35 comunidades indígenas e mais de dez ONGs (Organizações Não-Governamentais).
Nas lojas, também são comercializadas camisas, DVDs e CDs de artistas locais, divulgação que rendeu a empresa contemplação durante o 4º Prêmio de Responsabilidade Sustentável no Varejo, promovido pela FGV (Fundação Getulio Vargas).






