Cesta básica fica 0,23% mais cara em Manaus

Em: 5 de novembro de 2010
Variação pequena fez com que a cidade caísse da 3ª para a 9ª posição do ranking do Dieese
Variação pequena fez com que a cidade caísse da 3ª para a 9ª posição do ranking do Dieese

O preço da cesta básica de Manaus apresentou relativa estabilidade em outubro, ficando em R$ 229,28, de acordo com pesquisa realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Com o resultado, a cidade passou a ocupar a 9ª posição dentre as 17 capitais onde é realizado o levantamento mensal.
Das 17 capitais sondadas, 16 apresentaram aumentos de preços em outubro, sendo que em quatro o reajuste superou os 5%. As maiores altas ocorreram em Curitiba (5,78%), Goiânia (5,64%) e Belo Horizonte (5,50%). A única capital onde a cesta básica registrou queda nos preços foi Aracaju (-0,67%).
O preço da alimentação básica de Manaus, composta por 12 produtos, aumentou 0,23% em relação a setembro (R$ 228,76). Em outubro de 2009 a cesta básica custou R$ 217,17.
Seis produtos apresentaram aumento de preço e outros seis, redução. Feijão (10%) foi o produto com a maior alta no mês, seguido por açúcar (7,69%), banana (4,44%), manteiga (4,01%), arroz (2,51%) e óleo de soja (1,31%). Por outro lado, café em pó (-5,13%), farinha (-3,41%), tomate (-2,99%), pão francês (-1,70%), carne bovina (-1,35%) e leite (-0,85%) apresentaram retração.
O feijão encareceu nas 17 capitais em outubro, com taxas significativas. “A prolongada seca provocou o atraso no plantio da safra das águas e a falta de estoques impulsionou a alta dos preços”, assinalou o Dieese, no texto da pesquisa. No ano o produto acumula aumento de 65% e nos últimos 12 meses 58,40%.
Já o açúcar encareceu em 14 capitais. No texto do estudo, o órgão destaca que “os atrativos preços do açúcar no mercado internacional proporcionaram aumento no volume exportado, o que influenciou os preços praticados internamente”. No ano o produto acumula alta de 13,04%.

Salário mínimo

Em outubro o trabalhador de Manaus remunerado com um salário mínimo manteve seu poder de compra em relação ao mês anterior. Isso se deve, conforme o Dieese, à relativa estabilidade do preço da cesta básica. Um trabalhador nessas condições comprometeu, em outubro, 48,87% de seu rendimento líquido (R$ 469,20 após o desconto de 8% referente à contribuição previdenciária) com a aquisição dos alimentos básicos. Em setembro o comprometimento foi de 48,76%.
O custo da cesta básica para o sustento de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças) em Manaus foi de R$ 687,84 em outubro, valor equivalente a 1,35 vezes o salário mínimo bruto (R$ 510). No mês anterior, esse custo era de R$ 686,28.
Seguindo esse raciocínio e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece a prerrogativa do salário mínimo suprir as despesas básicas do trabalhador e sua família, o Dieese estima que a remuneração mínima em outubro deveria ser de R$ 2.132,09. Para o cálculo, o órgão utilizou o custo mais elevado da cesta básica, apurado em São Paulo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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