Cesta básica registra preço 0,32% mais baixo

Em: 5 de agosto de 2011
O preço da cesta básica em Manaus ficou praticamente estável na passagem de junho para julho
O preço da cesta básica em Manaus ficou praticamente estável na passagem de junho para julho

O preço da cesta básica em Manaus ficou praticamente estável na passagem de junho para julho. O conjunto de 12 produtos apurado mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apresentou diferença negativa de 0,32%, passando de R$ 250,30 para R$ 249,49. Em julho de 2010, o valor era R$ 233.
O recuo não impediu que Manaus subisse uma posição no ranking das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, ocupando o quinto lugar da lista.
No total, 14 cidades registraram queda. A principal queda ocorreu no Rio de Janeiro (-6,01%) e a maior majoração, em Salvador (+0,92%). São Paulo ainda é a capital com a cesta mais cara (R$ 263,38). Aracaju (SE), por outro lado, é a mais barata do país (R$ 184,01).
Dos 12 produtos pesquisados em Manaus pelo Dieese, metade apresentou alta de preços. O feijão (+2,15%) foi o produto que apresentou o maior aumento, seguido pelo pão francês (+1,49%), carne (+1,02%), manteiga (+0,96%), óleo de soja (+0,69%) e tomate (+0,20%). O Dieese informa que, embora tenha encabeçado a lista de reajustes positivos no varejo manauense, o feijão apresentou queda de 16,63% no acumulado de 12 meses e está 32,93% mais barato que no início do ano em Manaus.
Do lado das baixas, ao contrário do verificado no mês anterior, a banana (-6,98%) foi o produto com a maior redução, seguida por arroz (-4,07%), açúcar (-4%), farinha (-2,98%), café em pó (-1,13%) e leite (-0,76%). Em 12 meses, a banana acumula baixa de 2,42% e na análise anual, retração de 14,92%.

Pressão das commodities

“Tivemos uma inversão de comportamento no caso das commodities, que vinham pressionando os preços locais e tivemos movimentos bem contraditórios em relação aos levantamentos anteriores”, declarou a economista e supervisora técnica do escritório regional do Dieese, Alessandra Cadamuro
Ela não soube, no entanto, atribuir o motivo da mudança de sinais nos itens que lideraram as listas de aumento e redução de preços. “Provavelmente isso se deve a um aumento de oferta. Pelo menos no caso da banana, o produto apresentou um comportamento bem localizado, não ocorrendo o mesmo em outras partes do país”, comentou.
A banana prata não é cultivada em solo amazonense e seu abastecimento é feito por intermédio de outros Estados, segundo a Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural). No caso do feijão, a produção ainda é incipiente e não consta nas estatísticas do órgão.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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