O preço da cesta básica em Manaus subiu 1,07% em janeiro, fechando o mês em R$ 258,52, segundo apontou a pesquisa divulgada pelo Escritório Regional do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) no Amazonas, na manhã de ontem (6). Com o aumento de pouco mais de R$ 2,70 comparado com dezembro de 2011, Manaus ocupa a 8ª posição no ranking das cestas básicas mais do Brasil.
Sete itens básicos tiveram aumento em janeiro. O preço da manteiga, que havia reduzido em dezembro, foi o que mais subiu e custou cerca de R$ 17,58 para cada 750 gramas. O tomate, que teve queda de 7,74% no preço no último mês de 2011, dessa vez subiu 0,63%. O leite foi outro item que também teve movimento inverso ao de dezembro, aumentando 1,54%. Carne (1,81%), feijão (1,61%), banana (1,42%) e arroz (1,02%) também custaram mais caro ao consumidor manauense.
O valor da farinha continua caindo. Em janeiro, baixou mais 2,24%. Durante o ano de 2011, o preço do tradicional produto amazônico teve redução de 29,87%. Depois de acumular alta de 96,04% nos últimos 37 meses, o açúcar teve redução de 1,01% em janeiro. Já o pão, óleo e o café, vilão da cesta básica de dezembro, mantiveram o mesmo preço desta vez.
Renda
Com o aumento de sete dos 12 itens essenciais da cesta básica, o trabalhador amazonense que ganha um salário mínimo comprometeu 45,18% da sua renda. Segundo o Dieese, o amazonense precisou trabalhar 91 horas e 26 minutos para comprar a cesta básica em janeiro. Em dezembro, o custo da cesta básica representava 51,02%, com uma jornada de 103 horas e 15 minutos. Em janeiro de 2011, o salário mínimo correspondia a R$ 540,00 e comprometia 95 horas e três minutos de trabalho.
A pesquisa do Dieese apontou que o custo da compra desses itens essenciais para o sustento de uma família de quatro pessoas foi de R$ 775,56 em janeiro, R$ 153,56 a mais que o novo salário mínimo. Em dezembro, o gasto para a mesma família era de R$ 767,37.
Segundo cálculos do órgão, o salário mínimo necessário para aquisição da cesta básica seria de R$ 2.398,82. O Dieese inclui, nessa estimativa, as despesas com moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, além da alimentação.
Brasil
Em média, o brasileiro que ganha um salário mínimo precisou realizar 87 horas e 06 minutos de trabalho, 10 horas a menos do que em dezembro de 2011, quando a jornada chegava a 97 horas e 22 minutos. Segundo o Dieese, a redução se deve ao novo salário mínimo.
A pesquisa mostra também que apenas duas das 17 capitais onde é realizada a Pesquisa Nacional da Cesta Básica apresentaram recuo nos preços dos produtos alimentícios essenciais nesse início de 2012: Porto Alegre (-0,81%) e Vitória (-1,54%). No restante, os preços subiram. Em sete cidades o aumento foi superior a 3%: Brasília (4,72%), João Pessoa (3,90%), Florianópolis (3,51%), Rio de Janeiro (3,35%), Recife (3,32%), Curitiba (3,17%) e Aracaju (3,11%).
De acordo com o Dieese, no acumulado de fevereiro de 2011 e a janeiro passado, somente em Natal houve queda no valor da cesta: 4,88%. Florianópolis (10,16%), Belo Horizonte (9,81%) e São Paulo (9,30%) ficaram com os maiores aumentos.







