A China deve ter um deficit comercial de mais de US$ 8 bilhões em março, disse a imprensa estatal chinesa na terça-feira, citando o premiê Wen Jiabao.
Seria o primeiro deficit mensal da China desde abril de 2004, mas isso não deve configurar uma nova tendência para a maior nação exportadora do mundo.
De qualquer forma, muitos no mercado acreditam que Pequim quer vários meses consecutivos de crescimento da exportação antes de permitir que o yuan se aprecie, e um deficit no mês de março poderia adiar ainda mais o aumento da moeda chinesa.
“Para ser sincero, eu estava feliz quando eu tomei conhecimento da situação (do deficit esperado)”, disse Wen a uma reunião de empresários estrangeiros em Pequim, de acordo com o jornal “China Daily”.
“A China não está procurando superavit comercial, de forma alguma. Pelo contrário, nós fizemos tudo para expandir as importações para atingir um equilíbrio comercial”, disse ele.
Superávit reduzido
O superavit comercial da China diminuiu nos últimos quatro meses, pois as importações, impulsionadas pelo aumento da demanda doméstica, cresceram mais rápido que as exportações, que foram pressionadas pela lenta recuperação econômica global.
As Bolsas de Valores da Ásia encerraram em sua maioria em alta nesta terça-feira, se aproximando do maior nível em dois meses impulsionadas por recuperação nos preços de commodities e ganhos do setor de tecnologia.
“Os participantes dos mercados estão tendo um senso de confiança sobre as condições econômicas, que parecem fortes especialmente em mercados emergentes”, afirmou Mitsushige Akino, gerente de fundos na Ichiyoshi Investment Management, no Japão. “Então, as ações que têm exposição a tais mercados estão sob terreno sólido”, acrescentou.







