Chinaglia vai substituir proposta de criação de auxílio-funeral

Em: 6 de maio de 2008
Depois de autorizar a apresentação de projeto que institui uma verba para que os deputados federais tenham auxílio-funeral.
Depois de autorizar a apresentação de projeto que institui uma verba para que os deputados federais tenham auxílio-funeral.

Depois de autorizar a apresentação de projeto que institui uma verba para que os deputados federais tenham auxílio-funeral, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) voltou atrás da decisão de terça-feira.
O presidente da Câmara disse que vai apresentar “novas propostas’’ durante reunião da Mesa Diretora da Casa para substituir o projeto anterior.
Chinaglia disse que assinou o projeto, aprovado por unanimidade pela Mesa Diretora, sem se dar conta do seu teor.
O deputado não quis admitir, no entanto, que assinou o projeto sem ler o seu conteúdo -embora tenha afirmado que recebeu uma “pilha de papéis’’ entre os quais estava o referente ao auxílio-funeral.
“Quando o diretor-geral da Casa apresenta (um projeto), aquilo convence. Foi esse o ponto de partida dele, que procurou a experiência de outros órgãos públicos para o auxílio funeral. Como tínhamos várias outras matérias, deu-se o encaminhamento. É o presidente da Câmara que assina todas as resoluções da Mesa. Me foram apresentadas dezenas de papéis’’, justificou.
Reportagem da “Folha de S.Paulo’’ publicada na terça-feira revela que o projeto, assinado por Chinaglia, coloca sob responsabilidade da Câmara dos Deputados a realização de toda a cerimônia fúnebre de parlamentares, incluindo a compra do caixão, ou destina cota de R$ 16.500 para ressarcimento à família dos gastos efetuados. O texto abre ainda a possibilidade de a Câmara bancar as despesas funerárias até mesmo de ex-deputados.
Na justificativa do projeto, aprovado por unanimidade pela Mesa da Câmara em reunião de 26 de março, Chinaglia escreve que o projeto é resultado de “estudos de grupo de trabalho constituído pela Diretoria Geral’’ da Câmara. Para entrar em vigor, o projeto teria que ser aprovado no plenário da Casa.

Redação

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