Cinema acelera migração para nova tecnologia 3D

Em: 8 de setembro de 2015
Do cinema mudo ao que vemos hoje, a grande tela sempre evoluiu mais rápido do que a tecnologia audiovisual doméstica
Do cinema mudo ao que vemos hoje, a grande tela sempre evoluiu mais rápido do que a tecnologia audiovisual doméstica

Do cinema mudo ao que vemos hoje, a grande tela sempre evoluiu mais rápido do que a tecnologia audiovisual doméstica. No ­entanto, atualmente, atrair espectadores para as salas de projeção tornou-se um desafio maior por dois fatores: a popularização de televisores de LCD e plasma, tocadores de Blu-Ray e equipamentos de home theater; e do crescimento do acesso em banda larga –redes de torrent permitem que usuários baixem filmes, mesmo ilegalmente, que ainda nem chegaram às salas de cinema.
Dados do site Filme B, que acompanha o mercado de cinema no Brasil e no mundo, mostram que o público total de cinema no Brasil era de 250 milhões de espectadores em 1976 e caiu para cerca de 70 milhões no começo da década de 90 como resultado da expansão da TV e, depois, do crescimento do home video. Essa tendência começou a se reverter em 1997 e, em 2003, o total de ingressos vendidos no Brasil voltou à marca de 100 milhões. Em 2007, entretanto, houve queda de público de 2,9% e o ano fechou com um total de 88,6 milhões de espectadores.
Para vencer tais concorrentes “domésticos”, o cinema precisa oferecer um diferencial em relação ao que seu público já tem em casa. E a aposta do momento é o cinema 3D.
A Ancine (Agência Nacional de Cinema) aponta que o Brasil tem hoje 25 salas equipadas com projetores 3D. Até o lançamento mundial do filme “A Era do Gelo 2” em 3D, previsto para 1º de julho de 2009, esse número deve chegar a cem salas.

Redes se preparam

A primeira sala 3D do Brasil foi inaugurada em 2006, pelo Cinemark. A rede atualmente conta com nove salas e planeja inaugurar mais nove este ano. O grupo Severiano Ribeiro, proprietário da rede Kinoplex, possui duas salas no país e pretende adaptar de oito a dez salas à nova tecnologia este ano. O Playarte opera atualmente quatro salas 3D, todas localizadas na grande São Paulo. Já o grupo Arteplex tem duas salas 3D, além de ter sido o primeiro cinema a inaugurar uma sala de projeção Imax.
No futuro, os cinemas não usarão mais filme em película, apenas tecnologia digital. Só que a migração para o cinema digital tem um alto custo. Nos Estados Unidos, ele é financiado pelos estúdios de cinema, que são os grandes beneficiados da migração, afinal, a distribuição dos filmes em cópias digitais fica muito mais barata para eles. (Informações do IDGNow)

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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